segunda-feira, 2 de maio de 2016

Globo muda título de série de Gloria Pires no “Fantástico”


Sendo gravada desde o começo de abril sob o núcleo de Ricardo Waddington, a série que será estrelada por Gloria Pires no “Fantástico” mudou de nome. De acordo com informações do jornal Agora S. Paulo, a produção não será mais vincula com o título de “Segredo de Justiça”. A partir de agora, o roteiro será anunciado como “A Vida Não É Justa”. Protagonista da série que deve ter em torno de cinco episódios e estreia agendada para julho, Gloria Pires viverá Andréa, uma juíza da Vara da Família que solucionária casos reais a cada domingo. A série é baseada no livro homônimo de mesmo título. No elenco, também estão confirmados os nomes de Ângelo Antônio, Tonico Pereira, Gisele Fróes, Natália Lage e Felipe Camargo. “A Vida Não É Justa” será o primeiro trabalho da atriz na Globo desde a polêmica em torno da transmissão do Oscar em fevereiro. Na ocasião, Gloria repercutiu na internet após parecer perdida e desinformada sobre os candidatos à estatueta.

Fotos dos bastidores da gravação
Fonte Instagram 






Fonte:
Jornal Agora S. Paulo

Orlando Morais estreia novo show em Paris e fala sobre a mulher, Gloria Pires






Orlando Morais, de 54 anos, costuma dizer que já tem uma carreira de cinco décadas. "Sei que não pega bem falar assim, mas comecei a tocar piano aos 4, já sabia o 'Hino Nacional'", diverte-se o marido de Gloria Pires, que está prestes a realizar um grande sonho: cantar na Quadra da Portela, em Madureira, dia 11, às 21h (ingressos podem ser adquiridos mediante troca por 1kg de alimento não perecível). "Monarco vai dividir o palco comigo e será com uma música minha", diz, todo orgulhoso.  
O intuito da nova turnê do cantor e compositor, 'Orla Mundo', é justamente agregar músicos dos países pelos quais o show vai passar, como Mali, Madasgacar, China e Argentina. A estreia é dia 6, em Paris, onde as apresentações estão sendo ensaiadas. "Não tenho essa coisa de preferir a França ao Brasil. Detesto essas bandeiradas. Sou feliz em qualquer lugar", jura ele, que tem uma residêndia na capital francesa. 


Cheio de novas composições no roteiro das apresentações, Orlando confessa que Gloria Pires é fonte de inspiração de muitas delas. "Ela é uma pessoa muito especial, séria, consciente do que faz. É o meu amor, sempre inspiradora. Já são 28 anos de casamento", ele faz as contas. Sobre o recente episódio envolvendo a atriz, criticada por sua "rasa" cobertura do Oscar, Orlando argumenta: "Achei a repercussão descabida. Ela só não viu alguns filmes, documentários que não estavam disponíveis ainda. É fácil mentir, dizer que adorou isso ou aquilo. Mas Gloria é a glória dos brasileiros. É séria, não fica botando tempero." 

Coruja como todo pai, Orlando conta que vem admirando muito o trabalho da filha Antonia Morais, que se lançou como cantora ano passado. "Eu a respeito. Ela se trancou no quarto e fez tudo sozinha, só me mostrou quando estavam prontas as músicas. Antonia é solitária, parecida comigo. Tenho cuidado ao opinar. Mixou as faixas sozinha, tocou todos os instrumentos, comprou um microfone. Acho bem bacana o som dela", derrete-se.

Fonte:

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Gloria Pires relembra papéis e defende: "Cultura é obrigação do governo"

Tiago Dias
Do UOL, em São Paulo - Link Original Aqui
video

Maria Moura, Lota de Macedo, Dona Lindu. São muitas as mulheres fortes vividas por Gloria Pires na TV e no cinema, e a atriz agradece o ofício todo dia. "Meu trabalho é o melhor do mundo. Fico conhecendo essas mulheres incríveis, realmente inspiradoras", observa, em entrevista ao UOL.

A partir desta quinta-feira (21), a atriz adiciona ao currículo mais um desses personagens marcantes, a psiquiatra Nise da Silveira, em "Nise – O Coração da Loucura", do diretor Roberto Berliner.

Lutando contra procedimentos violentos com pacientes psiquiátricos, Nise descobriu que a arte poderia servir de ponte de comunicação para quem vive aprisionado mentalmente. Um reflexo da própria condição da psiquiatra. Antes, ela havia passado 18 meses presa, durante o Estado Novo, por posse de livros marxistas.

"Isso foi o embrião para a maneira com que ela lidou com a lobotomia, toda a medicação, o eletrochoque", pontua Glória. "Ela não é um símbolo só para as mulheres, é um símbolo para a humanidade".

Da índia Put'Koi (em "Índia – A Filha do Sol", sua estreia no cinema em 1981) a imigrante italiana Pierina (de "O Quatrilho", filme que concorreu ao Oscar de filme estrangeiro em 1995), a atriz guarda um carinho especial por Lota de Macedo em "Flores Raras".

Ela descobriu na história da arquiteta, responsável pelo Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, uma veia feminista. "Fui morar no aterro quando pequena, e de vez em quando saia algumas críticas a ela nos jornais. Fundamentalmente, porque era uma mulher, porque ela não tinha uma formação acadêmica e ela era criadora de um parque. As vaidades masculinas ficaram atingidas, e ela foi muito atacada por isso", defende.

Gloria endossa as pautas feministas no audiovisual, mas admite que não sofre desse mal. "Eu não posso me queixar, tenho tido muita sorte."

"Cultura é obrigação do governo"

Sem entrar na seara política, como de costume – embora tenha se posicionado contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff –, ela enxerga que a Lei Rouanet é dever do governo. A ferramenta, imprescindível no audiovisual, tem sido alvo de críticas partidárias, como se servisse de "bolsa" para artistas defenderam o governo.
 
"Existem as leis de financiamento no mundo todo, o que diferencia é o espaço que cada país dá a sua cultura. Todos os benefícios que a cultura recebe, que o povo recebe, é devido. Isso é obrigação do governo. A cultura faz parte de um povo, e cinema é cultura", rebate.

A política, ela observa, atrapalhou outro papel de destaque, o de Dona Lindu, mãe do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em "Lula, o Filho do Brasil".
"Nem mesmo o trabalho excepcional de Rui Ricardo Dias [que interpretou Lula] foi comentado. O trabalho daquele menino merecia todos os aplausos. O filme é correto, bonito. Foi, com certeza, prejudicado com outras questões que não tinha a ver com o filme em si", reclama.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Gloria Pires interpreta médica que revolucionou o tratamento de pacientes psiquiátricos em Nise – O Coração da Loucura

"As filmagens foram muito intensas", diz a atriz, que conta que em uma delas "mal começava a falar o texto e caía no choro. Minha pressão subiu muito, mas depois de algumas tentativas deu certo"

A cura Pelo Amor

por BRUNA RODRIGUES 

A loucura está profundamente ligada ao desamor, portanto é preciso amor para salvar alguém da loucura.” A frase é da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, cuja brilhante trajetória é tema da cinebiografia Nise – O Coração da Loucura, com estreia prevista para esta quinta, 21, após uma bem-sucedida passagem por festivais internacionais. Nise, uma das personagens mais fascinantes da medicina brasileira, dedicou a vida aos psiquicamente instáveis em uma época (anos 1930) em que os tratamentos utilizados costumavam envolver técnicas bárbaras, como a lobotomia e a eletroconvulsoterapia. O método da médica, que defendeu a cura pela arte e pelo contato dos pacientes com animais, teve como fruto estudos que mudaram os rumos da psiquiatria no Brasil e no mundo. 

Quem a interpreta é a atriz Gloria Pires. “Nise era uma intelectual guiada pelo afeto. A humanidade dela esteve sempre em primeiro plano sem que isso a transformasse em paternalista ou melosa”, reflete a atriz. 

Para chegar ao resultado desejado, Roberto Berliner, diretor do longa, convocou o elenco para uma experiência praticamente documental. Os atores passaram dois meses em contato com pacientes e frequentando as dependências do Hospital Psiquiátrico Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, onde Nise trabalhou e desenvolveu a maior parte da pesquisa dele. “Nos aproximamos de médicos, pacientes e das condições dos que ali viveram há mais de 70 anos”, conta Gloria, que, para se preparar para o papel, leu parte da obra de Nise e autores como o filósofo Spinoza e o psiquiatra Paul Eugen Bleuler, que muito contribuiu para o desenvolvimento de tratamentos para a esquizofrenia. 

O elenco ainda conta com Roberta Rodrigues, Fernando Eiras e Fabrício Boliveira, que interpreta Fernando Diniz, um dos internos que frequentou o ateliê de pintura de Nise e viu suas obras ganharem relevância internacional. 

Leia mais respostas de Gloria Pires. 

Nesses dois meses de preparação, você conviveu com pacientes e médicos no Engenho de Dentro. Algum paciente ou médico te marcou mais? 
O Bruno, um “cliente” de 19 anos [Nise se recusava a usar o termo paciente], ficou curioso com aquela movimentação atípica no hospital por causa de nossa equipe. Alto e muito forte, ele sempre rondava o set querendo, de alguma forma, participar. O administrador do hospital pediu à produção que disponibilizasse um rádio com fone e deu a seguinte ordem: “Bruno, você é o segurança da Gloria. Não deixa ninguém chegar no set nem falar alto. Só quando a Gloria Pires for almoçar é que você pode ir”. Assim foi durante toda a filmagem. 

Você comentou em uma entrevista que o processo de criação do personagem te fascina. O que você acessou para compor a Nise, que sofreu com o machismo dentro dos hospitais psiquiátricos e os momentos de raiva por não ver seu trabalho reconhecido? 
Quando abri o livro [da Nise] Imagens do Inconsciente, pensei: “Meus Deus, permita que haja tempo de absorver tantos assuntos!” Afinal, temas como cristianismo, mitologia e filosofia estão presentes nos textos. Pessoalmente não enfrentei questões sobre feminismo com meus pais e nem depois, com meu marido. Mas passei por muitas frustrações na minha vida profissional. Tenho ideia do que Nise deve ter sentido tendo que "esmurrar" todas as portas que se fecharam para ela durante sua trajetória. 

Outro importante material foi a biografia Nise – Arqueóloga dos Mares, do jornalista e escritor Bernardo Caneiro Horta. O que o livro trouxe de elementos inéditos? 
Só conhecia a doutora Nise dos jornais, dos artigos que falavam de seu amor pelos gatos e de seu método humanista por meio da arte. Já o seu senso de humor e suas tiradas geniais eu conheci através da biografia feita pelo Bernardo. Além disso, assisti a muitos depoimentos dela. O Roberto [Berliner, o diretor] optou por não usar o sotaque nordestino, mas procurei manter o ritmo de sua fala e a sua dicção clara ao expressar seu pensamento. 

O filme é marcado por cenas emocionantes. Qual cena foi a mais desafiadora? 
As filmagens foram muito intensas. A cena dos cães [rodada com mais de dez animais em cena] foi uma das mais difíceis para mim. Mal começava a falar o texto e caía no choro. Minha pressão subiu muito, mas depois de algumas tentativas deu certo. 

O que você leva de Nise para você após o projeto? 
As filmagens aconteceram em um curto espaço de tempo, o que deu uma forte sensação de travessura profícua, algo marcante da personalidade Nise da Silveira. Levo comigo sua crença no afeto como regenerador de tudo.

Fonte:

terça-feira, 19 de abril de 2016

Gloria Pires comenta o fato de sempre interpretar grandes mulheres: ‘Tenho muita sorte’

No ‘Programa do Jô’, a atriz conta o que a faz aceitar uma personagem. 

Gloria Pires participa da gravação do Programa do Jô (Foto: Ricardo Martins/Programa do Jô)

Com quase 50 anos de carreira, Gloria Pires coleciona personagens marcantes em seu currículo. “Eu tenho tido muita sorte, sou sempre convidada para interpretar grandes mulheres”, declarou em entrevista ao apresentador Jô Soares. 

No próximo dia 21, a atriz estreia o filme “Nise – O Coração da Loucura”, em que interpreta a psiquiatra Nise da Silveira. “O que mais me atrai em um projeto é a possibilidade de levar uma personagem ao conhecimento do público”, comentou no Programa do Jô. 

Além de falar sobre a vida profissional, Gloria Pires também contou como lidou com a saída de casa das filhas Cleo Pires e Antônia Morais. “É um pouco dolorido, porque a gente tem um pouco de medo, mas eu sempre eduquei meus filhos para serem livres.” Reveja a entrevista

Gloria Pires contracena com Fabricio Boliveira (Foto: Divulgação)

Fonte:

segunda-feira, 18 de abril de 2016

É hoje! Glória Pires vai ao "Programa do Jô"

  • Ricardo Martins/Divulgação
    Glória Pires participa do "Programa do Jô" e fala sobre o filme "Nise - O Coração da Loucura"
    Glória Pires participa do "Programa do Jô" e fala sobre o filme "Nise - O Coração da Loucura"
Gloria Pires será uma das convidadas desta segunda-feira (18) no "Programa do Jô". Durante a gravação, temas como "comentários no Oscar" e os vários memes nas redes sociais não foram abordados. Ao que tudo indica, chegou-se à conclusão de que o assunto já deu o que tinha que dar.
Em relação a cinema, na verdade, Glória aproveitou o espaço para falar sobre seu trabalho no filme "Nise - O Coração da Loucura", sobre a psiquiatra Nise da Silveira, que entra em cartaz nos cinemas no dia 21.
A respeito de sua participação no longa, Glória não escondeu a felicidade.
"Tenho sido convidada para fazer grandes mulheres [no cinema]. Esta é uma história totalmente incrível e inspiradora", declarou.

Fonte: 
Flavio Ricco

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Gloria Pires em três clipes do fantástico 'Nise - O Coração da Loucura'




Nise - O Coração da Loucura: Meu instrumento é o pincel



Nise - O Coração da Loucura: Nise enfrenta o diretor do hospital



Nise - O Coração da Loucura: Primeira sessão de terapia




EXCLUSIVO: Elenco e equipe elogiam atuação da Gloria Pires em 'Nise - O Coração da Loucura'


Gloria Pires opina: "Hoje eu posso dizer que sou contra o impeachment"

No meio de um bombardeio de informações e polarização política, o meme involuntário "não sou capaz de opinar", que viralizou após Gloria Pires comentar o Oscar 2016, se tornou uma resposta efetiva a quem não consegue tomar um partido. "Mentir, inventar, isso é negativo. Para você assumir que não é capaz de opinar, você tem que saber muito quem você é", diz a atriz ao UOL. 


Avessa a declarações políticas, Gloria, no entanto, não usou do próprio bordão para comentar o processo de impedimento do governo da presidente Dilma Rousseff. Desta vez, ela tem uma opinião: "Hoje eu posso dizer que sou contra o impeachment". 

A atriz revela que tem lido bastante sobre o assunto e que a opinião do ex-ministro e filósofo Mangabeira Unger a ajudou na avaliação. "Me parece, tendo lido bastante a respeito, que não é um bom caminho a se tomar. Me parece que não vai facilitar as coisas como as pessoas estão achando." 

O clima no país é assunto óbvio no momento em que Gloria se prepara para voltar aos cinemas, na próxima quinta-feira (21), no papel da psiquiatra Nise da Silveira, em "Nise - O Coração da Loucura", dirigido por Roberto Berliner. 

O longa mergulha na abordagem revolucionária de Nise com pacientes no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro 2º, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, após ter passado 18 meses presa, durante o Estado Novo, por posse de livros marxistas.

"Me parece, tendo lido bastante a respeito, que não é um bom caminho a se tomar. Me parece que não vai facilitar as coisas como as pessoas estão achando"

Aluna de Carl Jung, Nise usou a arte para tratar pacientes considerados incompreensíveis e lutou para abolir tratamentos violentos, como a lobotomia e o eletrochoque. 

"Ela foi presa sem processo, ficou quase dois anos na cadeia", observa Gloria. "Talvez [hoje] ela estivesse estarrecida em ainda não conseguirmos nos comunicar. Talvez o radicalismo fosse uma coisa que a deixasse estarrecida. O que ela propunha [no trabalho dela] era o oposto, era compreender as diferenças."

Assista a entrevista aqui

Fonte:

Entrevista com Gloria Pires, atriz de “Nise – O Coração da Loucura”

by ALEX GONÇALVES - No site Cine Resenhas


Em 2013, Gloria Pires não se deixou abater pelo desafio de viver uma grande figura brasileira em “Flores Raras“, a arquiteta Lota de Macedo Soares. Tratou-se de um trabalho que a atriz persistiu durante anos para que ganhasse a vida sob a direção de Bruno Barreto. Já em relação a médica psiquiatra Nise da Silveira, o desafio parece mais amplo, pois Gloria Pires não a conhecia com profundidade.
Não que seja um problema para ela, uma das maiores intérpretes do nosso cinema e teledramaturgia. Gloria tira de letra o papel de Nise e ainda permite ao elenco de apoio o espaço para brilhar. Em entrevista cedida pela Agência Febre, a atriz compartilha a experiência em retratá-la no cinema.

O que mudou na sua vida depois de conhecer a história de Nise? Você incorporou alguma atitude ou pensamento dela no seu dia a dia?
A história de sua vida se tornou um alento. Sua resiliência diante das dificuldades que enfrentou, tanto em sua vida pessoal, quanto profissional, me serve como referência, a cada pedra que surge em meu caminho.

Para você, o que foi determinante para aceitar o papel?
Atrai-me muito poder trazer ao público uma história inspiradora. Procuro não desperdiçar essas oportunidades.

Como esse papel é diferente dos outros que você já fez no cinema?
Cada projeto é único, com seu próprio método. Sendo o primeiro trabalho de ficção do Roberto, possibilitou muita integração entre nós dois. Isso foi muito diferente de outros trabalhos que já fiz: em vez de eu “me meter” no roteiro, ele me questionava, o tempo todo, o que tornava o pós- filmagem diário em leitura e pesquisa, para o próximo dia. Intenso e muito vivo!

Poderia falar um pouco sobre o seu processo criativo para viver Nise no cinema?
Buscava reproduzir, de alguma maneira, o que imaginava ter sido sua rotina, e os caminhos que percorreu, física e intelectualmente, diariamente por 30 anos (tempo que trabalhou no hospital psiquiátrico Pedro II). Fiz, também, uma rigorosa dieta, e tive o apoio da Fono Maria Silvia Siqueira Campos, com exercícios que “protegiam” minhas cordas vocais das condições insalubres do set e do preparador de elenco Tomas Rezende, com exercícios sensoriais.

Teve alguma curiosidade ou fato da vida de Nise que te chamou mais atenção ou que te tocou de alguma forma? O que foi e por quê?
Sim, algo que me tocou profundamente e sempre me faz pensar como a vida pode ser tão curiosa: quando Roberto me convidou para fazer Nise, já estava há 17 anos aguardando a produção de Flores Raras, onde interpretei Lota de Macedo Soares. Pois não é que foi o tio-avô de Lota, José Carlos de Macedo Soares – Ministro da Justiça na época, que ordenou a libertação de quase 300 pessoas detidas sem processo, entre as quais estava Nise da Silveira? E ainda: filmei Nise e, logo a seguir, Flores Raras. Mas só fui ligar o nome à pessoa, ao visitar uma exposição de dois clientes da Dra, alguns anos depois, aonde o episódio “a macedada” foi comentado.

Qual é a importância da arte no trabalho da Nise?
Embora fosse amante das artes plásticas, e reconhecesse a qualidade artística de alguns dos seus clientes, ela não via essas obras como expressão artística, mas como meio de comunicação de seus conflitos, dores, medos e a evolução de seus estados mentais. Se para as pessoas com capacidade mental “normal” era difícil expressar verbalmente suas aflições, para aqueles que haviam sido expostos a todo tipo de sofrimento, era impossível. Aí entra a expressão pelas artes. Para a “leitura” dessas obras, ela era pesquisadora incansável e usava todo o seu background intelectual.

O que você acha da recepção que o filme está tendo até agora nos festivais no Brasil e no exterior?
Acho que a boa recepção se deve ao belo filme que Roberto concebeu. Além do quê, o filme traz mensagens importantes para os dias que vivemos, especialmente: olhar nos olhos do outro; saber que “o livro sem o coração não serve de nada”; que o afeto é o que diferencia uma existência útil de uma existência vazia.

Por que você acha que as pessoas devem ver esse filme?
É um belo filme, sem pieguices nem ostentação. É belo, porque o é.

Nise: O Coração da Loucura | Gloria Pires fala sobre os desafios de viver a famosa psiquiatra

Por Roberto Bueno - Observatória do Cinema
“Eu sou uma servidora pública, eu estou a serviço do povo brasileiro, eu preciso servir esse povo com o melhor que eu tenho dentro de mim”, esta foi uma das muitas frases da Doutora Nise da Silveira (1905 – 1999) citadas durante coletiva de imprensa do filme Nise: O Coração da Loucura. O filme conta a história desta psiquiatra brasileira que revolucionou o tratamento de pessoas com distúrbios mentais no Brasil.
A coletiva aconteceu em uma sala de cinema de um shopping na Avenida Paulista, em São Paulo. Estavam presentes os atores Glória Pires, Roberta Rodrigues e Fabrício Boliveira e o diretor Roberto Berliner. Eles falaram e foram questionados pelos jornalistas que compareceram à exibição do filme e a coletiva sobre a produção e a preparação para contarem a história do inicio dos trabalhos da Doutora Nise no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, em Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Atualmente, o local leva o nome de Instituto Municipal Nise da Silveira.
O diretor Roberto Berliner contou que ele e mais um grupo de amigos que tomavam conta do Circo Voador, em 1986, no Rio de Janeiro, convidaram a Doutora Nise para que ela e as amigas dela tomassem chá no espaço, que na época era localizado na Lapa. “Depois de 20 anos, Bernardo Horta convidou a gente para fazer um filme sobre uma instituição fundada pela Nise que era a Casa das Palmeiras (…) que precisava de doações. (…) Fizemos e ali começou um encantamento que acabou se transformando no filme (…)”, relembrou o diretor.
A atriz Roberta Rodrigues, que interpreta uma enfermeira que trabalhou com Doutora Nise, confessou que não a conhecia. “Mas depois que o Roberto me chamou e eu fui lá conversar com ele, automaticamente você fica louco querendo saber quem é essa mulher”, completou ela.
Glória Pires assumiu também que pouco conhecia sobre a psiquiatra: “eu conhecia a Doutora Nise só de matérias que saíam nos jornais, por ela ser essa pessoa tão importante e o trabalho dela; de vez em quando saía alguma coisa, uma matéria relacionada aos gatos e como sempre fui amantes de gatos, eu me identificava. Eu ficava interessada em entender por que ela gostava tanto de gato”.
Fabricio também não sabia muito sobre a doutora: “eu já tinha lido algo sobre a Nise da Silveira, mas eu não conhecia a fundo, não”.
Alguns deles destacaram aspectos da vida e da carreira da Doutora Nise que chamaram a atenção. Fabrício achou interessante saber que “ela é a primeira aluna de Faculdade de Medicina do Brasil”. Já Gloria contou que acabara de ler que “o [Carl Gustav] Jung achava que o trabalho dele seria pouquíssimo aproveitado no Brasil, e acabou que através da Nise, o trabalho dele foi divulgado não só no Brasil, como na América toda”.
Sobre a produção do longa, Berliner contou que comparado a outros projetos dele, este não teve as mesmas dificuldades dos anteriores para captar recursos para a realização. “Esse projeto foi fácil de captar, porque apesar da Nise ser pouco conhecida, ela é muito valorizada por quem conhece. Onde a gente apresentou o nosso projeto, a gente foi muito bem vindo”, explicou ele.
Ainda sobre a produção do longa, Berliner contou que muito do que está na tela ainda existe até hoje: “(…) é importantíssimo que vocês saibam: existe lá no Engenho de Dentro esse hospital (…) e dentro deste hospital, existe o Museu de Imagens do Inconsciente. Esse museu existe e está em funcionamento e o trabalho da Doutora Nise está lá dentro e o pacientes continuam produzindo ainda”, contou o diretor. Ele espera que o filme chame atenção para o lugar, porque “é um lugar fabuloso”.
Nise: O Coração da Loucura foi exibido no Festival do Rio do ano passado. O filme passou no Festival Internacional de Tóquio e acabou ganhando os prêmios de melhor filme e melhor atriz para Gloria Pires, também, no ano passado.

Gloria Pires grava com Jô Soares o "Programa Do Jô", aguardem!

Agora é aguardar a data que o "Programa Do Jô" com participação da atriz Gloria Pires irá ao ar. Estamos aguardando, assim que tiver a data definida anunciaremos aqui. 
Foto: Reprodução Twitter @halseysgum


Revirando o Baú: Gloria Pires aos 9 anos na novela "Selva De Pedra" (1972)


Foto: Oscar Gouldman

Na íntegra: Programa "Saia Justa" no Canal GNT com participação da atriz Gloria Pires (13/04)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Capa da Revista Caras com Gloria Pires, Orlando Morais, Eri Johnson e Alice Souto

Os dois casais foram capa da revista Caras da semana passada, dia 5.


A capa comemora o casamento de Eri Johnson (55) e da estudante de Medicina Alice Souto (25), que teve Gloria Pires e Orlando Morais como um dos casais de padrinhos. 
“Há muito anos, fizemos uma campanha intensa para ele casar. Agora deu certo”, comemorou a Gloria, ao lado do marido, Orlando Morais (54). Na última terça-feira, dia 5, o casal completou 28 anos de casamento. “Para manter uma relação longa, é preciso ter vontade de estar junto”, avaliou Gloria.




Fonte:

Gloria Pires será a juíza Andréa Pachá no episódio na série "Segredos de Justiça" do "Fantástico"



Fonte:
Flávio Ricco
Foto: Print programa "Saia Justa"

terça-feira, 12 de abril de 2016

Gloria Pires participa de coletiva para divulgar novo filme

Atriz é protagonista em 'Nise - O Coração da Loucura' 

Glória Pires participa de coletiva para divulgar novo filme  -  Leo Franco / AgNews    Marcos Ribas/Brazil News
No início da tarde desta terça-feira (12), aconteceu a coletiva de imprensa do filme Nise – O Coração da Loucura, no Shopping Cidade São Paulo, em São Paulo com a presença da atriz Gloria Pires, que dá vida para a psiquiatra Nise da Silveira. 


O evento também contou com as presenças da atriz e cantora Roberta Rodrigues, do ator Fabrício Boliveira e do diretor Roberto Berliner. Com look descontraído, distribuindo sorrisos e esbanjando simpatia, Gloria posou para fotos com a colega de elenco Roberta Rodrigues e respondeu perguntas sobre sua personagem. 

Nise – O coração da Loucura, conta a história real da doutora Nise da Silveira, que ao sair da prisão volta aos trabalhos num hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro e se recusa a empregar o eletrochoque e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos. Isolada pelos médicos, resta a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma revolução regida por amor, arte e loucura. 

Produzido pela TvZero em parceria com o canal GNT e distribuído pela Imagem Filmes, o filme já recebeu diversos prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz pelo Júri Oficial do Festival de Tóquio 2015, e Melhor Filme pelo Júri Popular do Festival do Rio 2015. 

O filme tem data de estreia prevista para o dia 21 de Abril.

Glória Pires participa de coletiva para divulgar novo filme

Glória Pires participa de coletiva para divulgar novo filme

Glória Pires participa de coletiva para divulgar novo filme

Glória Pires participa de coletiva para divulgar novo filme

Fonte:

Fãs marcam presença na pré-estreia do filme 'Nise - O Coração da Loucura' em São Paulo

Ontem (11), aconteceu uma sessão de Nise – O Coração da Loucura no Espaço Itaú de Cinema  - Shopping Frei Caneca patrocinado pelo jornal Folha de S. Paulo, logo após a sessão teve um debate com o diretor do filme Roberto Berliner e com a atriz Gloria Pires.


Os ingressos foram entregues 1h antes da sessão do filme, a sala de cinema ficou lotada, alguns fãs da Gloria Pires estavam presentes, as demais pessoas eram psicólogos, psiquiatras e simpatizantes do tema. Primeiro foi exibido o filme, eu ( Cíntia ) vi pela segunda vez, já havia assistido na 39ª Mostra Internacional de Cinema que teve aqui em São Paulo no ano passado. Particularmente adorei o filme, a direção é ótima e a atuação da Gloria é incrível, não, não é clichê elogiar a Gloria, ela é merecedora de todos os elogios possíveis, creio até que Nise da Silveira seja um dos melhores, senão o melhor papel da Gloria no cinema. Nise da Silveira foi uma renomada psiquiatra brasileira, era contra os métodos adotados nas enfermarias, recusando aplicar tratamentos com choques em seus pacientes. Ela revolucionou a terapia ocupacional trazendo a beleza do inconsciente de seus pacientes. Quando o filme acabou ele foi muito aplaudido assim como na primeira vez que eu assisti. 

Logo após a sessão, Gloria e o diretor Berliner entraram na sala, Gloria foi recebida com aplausos ( mais que merecidos ). Inicia-se então o debate, que foi mediado por uma jornalista do jornal Folha de S. Paulo. As perguntas foram diversas, deis de o porque levar Nise da Silveira para a tela do cinema até o momento político que estamos vivendo. Roberto revelou algumas curiosidades sobre os bastidores, como por exemplo, que a Gloria arrumava o relógio com a hora que achava apropriada para aquela cena. 

Depois, no fim do debate Gloria recebeu nós fãs com toda atenção e carinho, agradeceu cada palavra, distribuiu abraços e sorrisos sinceros. Tinham fãs que estavam encontrando a Gloria pela primeira vez e sabemos de como é emocionante esse primeiro encontro, e preciso confessar, foi a segunda vez que encontrei a Gloria pessoalmente e a sensação é de como se fosse a primeira vez, acho que terei essa sensação de primeira vez sempre. 

O filme é maravilhoso, indico a todos, o momento do debate foi ótimo e no final poder abraçar a Gloria foi um momento glorioso!

'Nise - O Coração da Loucura' estréia dia 21 de Abril!

Veja abaixo algumas fotos do evento:
Fotos: Cíntia Martins

Da esquerda para a direita: Cíntia, Josué, Viviane, Rosana, Kauane, Mônica e Gabi

 Cíntia e Elizeu





















Equipe Memorial Gloria Pires

"Estou feliz que a loucura esteja na tela", diz Gloria Pires sobre "Nise"


A linha tênue entre a loucura e a genialidade invade a tela em "Nise - O Coração da Loucura", filme que estreia na próxima semana no Brasil. Não se trata de uma cinebiografia da renomada psiquiatra brasileira Nise da Silveira (1905-1999), interpretada por Gloria Pires. O foco do filme de Roberto Berliner é o florescimento da sua abordagem revolucionária. Aluna de Carl Jung, Nise usou a arte para tratar pacientes considerados incompreensíveis em um hospital psiquiátrico no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. 

Dadas as devidas ressalvas, a função do ator passa próximo das famosas imagens do inconsciente que Nise defendia. "Em alguns trabalhos você vai em um túnel sem fim", contou Gloria, em encontro com jornalistas nesta terça-feira (12) em São Paulo. "Estou feliz que essa loucura esteja na tela", disse ela sobre o filme, que já passou por festivais internacionais e arrecadou prêmios, inclusive no 28º Festival de Tóquio, em 2015. 



A imersão no trabalho da psiquiatra e na reconstrução do hospital, onde se passa quase a totalidade da história, fez Gloria chegar a um certo limite. "Teve momentos em que eu também achava que ia a alguns lugares e que eu não ia voltar. Era exaustivo. Sou sistemática, então antes de dormir precisava dar uma olhada no que eu ia fazer no dia seguinte. Surgia dúvidas, eu pegava o livro "Imagens do Inconsciente", da doutora Nise, e falava para mim: 'Calma, que eu quero descer'", explicou a atriz.

Um grupo de teatro formado por esquizofrênicos da instituição participa do filme, enquanto outros são vividos por Fabrício Boliveira, Cláudio Jaborandy, Flávio Bauraqui, Bernardo Marinho e Simone Mazzer. "Todo mundo tem algo que quer sair fora do padrão. Qual o limite disso e das pessoas que estão ali?", questionou Boliveira. 



O ator decidiu experimentar um processo para viver o paciente Fernando. Deixava o sono chegar e, quando estava prestes a dormir, levantava para ir gravar. O resultado, além de dar ao personagem um estado de entorpecimento, levou o ator a experimentar sensações novas. "Em algum momento, eu percebi que estava com um pensamento, que não conseguia colocar aquilo para fora. Peguei minhas coisas e deixei a gravação. Porque eu não sabia se alguém estaria lá comigo, para desenvolver aquele pensamento". 

Segundo o diretor, é provável que hoje em dia Nise estivesse assustada com a face violenta da polarização política nas ruas. "Ainda hoje, no Brasil de hoje de contrainformação, a Nise estaria bastante assustada com isso, principalmente com a falta de afeto", observou Berliner.




Fonte: