terça-feira, 17 de setembro de 2019

Entrevistas com Gloria Pires na Coletiva de Éramos Seis - (BH FM - TV FAMA - TV A BORDO)





Fonte:
Canal BH FM
Canal Rede TV
Canal Warlen Pontes

Gloria Pires brinca sobre semelhanças com sua nova personagem: “Lá em casa não éramos… Sempre seremos seis”

Foto: Reprodução Instagram @gpiresoficial
Protagonista da próxima novela das seis, Gloria Pires não terá muitos problemas para encarnar a Lola, a matriarca de ‘Éramos Seis’. Assim como a personagem, ela tem quatro filhos… e não descarta a possibilidade de aumentar a família: “Se eu adotaria? Sim. Acho bonito. Ser mãe é o papel que mais gosto”

“Estou tão feliz. Acho que a grande diferença dessa novela é que ela enaltece o poder que toda mulher tem, desde aquela época. São as grandes mantenedoras dos lares, das famílias. São as mulheres e sempre foram. Hoje a gente sabe, antes não sabíamos”

Na trama escrita por Angela Chaves, baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, e livremente inspirada no livro de Maria José Dupré, a vida da família Lemos é retratada da década de 1920 a 1940, e conta a história de Lola casada com Júlio, vivido por Antonio Calloni, que batalha incansavelmente para que o marido e os filhos tenham um vida melhor e paguem as prestações da tão sonhada casa própria. “Era uma vida dura, de trabalho físico. Todo esse conforto, essa tecnologia que existe hoje, não existia. Tudo era mais difícil. Na verdade, hoje a vida continua dura, mas de outra maneira”, observa. “A Lola faz tudo que pode para resolver os problemas da casa dela. Ela se vira. A ideia é ter esse pano de fundo, essa personagem que é a Lola, essa família, essa casa, essa história, mas trazer uma coisa que seja inspiradora, que leve as pessoas justamente a acreditarem nos seus sonhos, nos seus propósitos, se dedicarem para realizar o que desejam. Acho que viver sem sonhos é mais difícil”

E quando Gloria fala “em se virar”, quer dizer que sua Lola, como tantas mulheres brasileiras, arregaça as mangas e faz de tudo um pouco. A personagem passa boa parte do folhetim cozinhando, costurando e vendendo roupas, o que acessou diretamente a memória afetiva da atriz. “ Aprendi a costurar com a minha mãe, Elza. E agora sei fazer tricô, que adorei, virou um vício, só está me faltando tempo para treinar”, diz, aos risos. “ Isso é uma das coisas maravilhosas de ser ator. Temos acesso a tantas coisas, aprendemos tanto. Minha mãe costurava para mim e minha irmã. É emocionante demais. Ela adorava costurar para gente e eu estava sempre junto, acompanhando o processo quando ela cortava os moldes, ajudava a escolher os tecidos”

 A atriz fala da importância de acessar essas lembranças para a composição da personagem. “Me ajudou de todas as maneiras, é uma espécie de homenagem à minha mãe e à minha avó Deolinda, que está aqui comigo. Estou com a pulseira que era dela inclusive”, conta, mostrando uma pulseira herdada da avó. “Era mãe do meu pai, mas ela e minha mãe eram muito unidas, tinham essa sororidade. Esse termo moderno, elas já tinham, se ajudavam. Estou voltando lá atrás. Toda vez que leio uma cena, me remete a algo que minha mãe dizia ou minha avó ou até meu pai Antonio Carlos, diziam. A cidade cenográfica da novela para mim é estar junto com meu pai passeando”
Foto: Cesar Alves / Globo
Gloria brinca com as semelhanças que tem com Lola. “Lá em casa, mesmo que a Cleo e a Antonia não morem mais com a gente, não éramos, seremos sempre seis”, diz, referindo-se ao marido Orlando Morais e aos outros filhos, Ana e Bento. “Quando o Bento nasceu, a Cleo já não morava conosco. Eles têm 22 anos de diferença. Sempre dei força para os meus filhos voarem, cada um buscar a sua realização, seu desejo”. E aos 56 anos, Gloria não descarta aumentar a família: “Se eu adotaria? Sim. Acho bonito. Ser mãe é o papel que mais gosto”

Fonte:
Glamurama
(por Brunna Condini)

Clipe da novela Éramos Seis: conheça seus personagens.


Fonte:
Canal Globo

“Eramos Seis” tem coletiva na Casa de artes Julieta de Serpa no Rio de Janeiro

A Globo promoveu nesta segunda-feira, dia (16), na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. A coletiva e o lançamento da próxima novela das seis, “Éramos Seis”. Estiveram presentes a autora, diretores, equipe e elenco.  
Nicolas Prattes, Gloria Pires, Giullia Buscacio e Antonio Calloni (Foto: Roberto Filho/ Brazil News)
 Para o diretor artístico, Carlos Araújo, o evento trouxe os componentes principais que envolvem a história de Lola (Gloria Pires) e sua família. “Essa novela é muito emotiva, é afeto, e, com ela, a gente quer mostrar a beleza da vida, do que é viver, acordar, dizer bom dia e ‘Éramos Seis’ é isso. Tivemos aqui um pedacinho do que vem por aí”, comentou o diretor. 
Foto: Anderson Borde / AgNews
Foto: Anderson Borde / AgNews
 Após a exibição do clipe, que trouxe cenas emocionantes da história, a autora Angela Chaves comentou sobre a expectativa para a estreia. “Na hora que eu assisti, meus olhos ficaram marejados. Ficou muito bonito. Quando a gente vê o resultado do trabalho é sempre emocionante”, contou ela. 
Foto: Anderson Borde / AgNews
‘Éramos Seis’ apresenta a história de uma grande família cuja matriarca luta para que se mantenha unida frente às dificuldades sociais e econômicas do início do século XX. Lola (Gloria Pires) e Júlio (Antonio Calloni) têm grandes desafios pela frente e somente com laços fortalecidos pelo afeto, que têm um pelo outro e pelos filhos, se sentirão fortes o suficiente para seguir em frente. Dentro desse contexto, Lola é uma personagem importante para manter a família em harmonia. “Ela é um símbolo. Mas a natureza feminina é assim. Quando ela se propõe a formar uma família, ela que é a que mantém, a que sustenta e a que empurra para frente”, definiu a atriz. 
Foto: Anderson Borde / AgNews
 Antonio Calloni é Júlio, um homem apaixonado pela esposa e por sua família, mas que não consegue expressar seus sentimentos, principalmente com os filhos homens. As diferenças nos hábitos e costumes nos relacionamentos da década de 1920 para agora é algo que se destaca quando falamos de Júlio. “É um conflito interno que ele tem entre o ser provedor e o ser afetivo. Esse é o conflito eterno do Júlio e é tão grande, que ele chega a adoecer por causa disso”, explica. 
Foto: Anderson Borde / AgNews
 Ao falar de sua personagem, a amargurada tia Emília, Susana Vieira brinca sobre o quão são diferentes e o quanto precisa se conter para interpretá-la. “Eu entro no capítulo oito, quando a situação econômica da Lola (Gloria) fica zerada, daí que ela vai procurar a tia rica, esnobe. Mas ela não é uma pessoa agitada como eu. Ela não ri. Ela é fechada, eu vou ficar até feia, eu acho”, comentou, rindo, a atriz. 
Foto: Anderson Borde / AgNews
 A obra é dividida em três fases (década de 1920, 1930 e, por fim, 1940) e a trama apresenta a história de uma grande família cuja matriarca luta para que se mantenha unida frente às dificuldades sociais e econômicas do início do século XX.

Com estreia prevista para 30 de setembro, “Éramos Seis” é escrita por Angela Chaves, baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, livremente inspirada no livro de Maria José Dupré. A direção artística é de Carlos Araújo e a obra conta no elenco com Gloria Pires, Antonio Calloni, Susana Vieira, Cássio Gabus Mendes, Caco Ciocler, Barbara Reis, Julia Stockler, Ricardo Pereira, Simone Spoladore, Eduardo Sterblitch, Maria Eduarda de Carvalho, Werner Schünemann, Virgínia Rosa, Nicolas Prattes, Danilo Mesquita, Giullia Buscacio, André Luiz Frambach, Carol Macedo, Walderez de Barros, Ellen Rocche, entre outros.

Confira fotos da Coletiva de Imprensa
Reprodução instagram @muraldafama / Foto: @rodfidalgo
Reprodução instagram @muraldafama / Foto: @rodfidalgo
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Reprodução instagram @davideoliveiraator
Reprodução instagram @davideoliveiraator
 Reprodução instagram @gabriellasaraivah
 Reprodução instagram @minhanovelaoficial
 Reprodução instagram @brunanegendank
Gloria Pires e Giullia Buscacio (Foto: Roberto Filho/ Brazil News
Foto: Cesar Alves

  Reprodução instagram @xandevalois
  Reprodução instagram @xandevalois
  Reprodução instagram @xandevalois
 Reprodução instagram @xandevalois
Fonte:
Tip Star News
Quem
O Planeta Tv
Instagram

“Enaltece o poder que toda mulher já tem”, diz Glória Pires sobre Éramos Seis

Por Felipe Brandão 
Foto Instagram @redeglobo

Um dos maiores nomes da dramaturgia nacional, Glória Pires está preparadíssima para voltar ao vídeo na nova versão de Éramos Seis, que a Globo estreia no próximo dia 30 (segunda-feira) como substituta de Órfãos da Terra. 

 Quinta intérprete da inesquecível dona Lola, a atriz acredita que a valorização da figura feminina através dos tempos é um dos motes da atração. “A grande diferença dessa novela é que ela enaltece o poder que toda mulher já tinha naturalmente. Porque são as grandes mantenedoras dos lares, das famílias, são as mulheres, sempre foram!“, defende. 

Gloria, aliás, recorreu a muito de sua própria memória afetiva para construir sua visão da personagem – sobretudo no que diz respeito ao universo da costura, ofício exercido por Lola na trama. “A minha mãe adorava costurar pra gente. Eu estava sempre junto com ela ali, acompanhando o processo, quando ela cortava os moldes, quando ia comprar os tecidos“, recorda. 

OBSERVATÓRIO DA TELEVISÃO – A dona Lola, como era normal à época, é bastante submissa ao marido, não? 

 GLORIA PIRES – Todas as mulheres dessa época eram assim! A vida era muito dura. A gente sabe que elas dependiam do marido, porque é só isso que a gente ouviu. Eu acho que a grande diferença dessa novela é que ela enaltece o poder que toda mulher já tinha naturalmente. Porque são as grandes mantenedoras dos lares, das famílias, são as mulheres, sempre foram! 

O que você acha de, hoje em dia, mais de 55% das mulheres serem arrimos de família? 

 Acho que é isso mesmo. E não acho que isso vem de hoje. É que hoje a gente sabe. Antes a gente não sabia. [risos] 

 E, mesmo assim, elas continuam tentando manter os seus sonhos vivos? 

 Eu acho que os sonhos não morrem nunca. Claro, tem temperamentos e temperamentos, né? Mas eu acho que viver sem sonho é um pouco difícil. Essa novela fala disso. A gente quer mostrar como era uma vida dura, como era uma vida de trabalho muito ‘físico’… Toda essa tecnologia que existe hoje não existia. Então tudo era mais difícil, tudo era mais complicado. E a gente tem procurado trazer isso. A produção de arte é maravilhosa. Então, sempre que a gente propõe alguma coisa, eles já absorvem, já colocam na cena. Outro dia, tinha uma cena em que eu chegava com compras dentro de um caixote. Estavam a Lola e a Durvalina (Virgínia Rosa), as duas carregando caixotes cheios de verduras de outras coisas… A vida era assim [naquela época], era dura. E continua, né? Embora agora de outra maneira. 

 Você leu o livro que inspirou a novela? Acha que a Lola, nesta nova versão, terá um destino tão triste e solitário como naquela obra original? 

O livro é bem mais duro do que será na novela – ou melhor, do que tem sido nas versões todas. Ninguém ousou fazer Éramos Seis como está no livro. Porque é de uma dureza, de uma crueza que a gente termina realmente… no chão. A ideia é ter esse pano de fundo, ter essa personagem que é a Lola, essa família, essa casa, essa história – mas trazer uma coisa que seja inspiradora. Que leve as pessoas a justamente acreditarem nos seus sonhos, nos seus propósitos, se dedicarem pra realizar aquelas coisas que elas desejam. 

 Ouvi você dizendo que acessou um histórico de memória familiar no que compete ao fato de a Lola costurar, porque a sua mãe costurava pra você e pras suas irmãs. Como foi isso? 

 Sim, foi demais! A minha mãe adorava costurar pra gente, eu estava sempre junto com ela ali, acompanhando o processo, quando ela cortava os moldes, quando ia comprar os tecidos. 

 Você ajudava a escolher esses tecidos? 

 Ajudava, claro! Dava palpite. Agora, com a Lola, é um pouco diferente, porque ela tem isso realmente como ganha pão. Como uma renda pra família. Então aprendi a fazer tricô… 

 O tricô virou vício, que eu já sei… (risos) 

 Sim! Mas não tenho tempo pra fazer. 

 Você costura à máquina, certo? 

 Eu aprendi a costurar à máquina com a minha mãe. E essa máquina que usamos aqui não era a que a minha mãe usava. Essa é a de pedal, que eu também aprendi. Isso é uma coisa maravilhosa de ser ator, né? A gente tem acesso a tantas coisas, a gente aprende tantas coisas… Quando eu fui fazer O Tempo e o Vento, eu aprendi a fiar. É dificílimo! Mas eu aprendi. E com aquele pedal, a mesma história do pedal da máquina. 

 Acessar essa memória emotiva te ajudou na composição da Lola? De que maneira? 

 Totalmente! De todas as maneiras. 

 O papel também é uma homenagem à sua mãe? 

 Com certeza! À minha mãe e à minha avó, Deolinda, que tá aqui comigo, com a pulseira que era dela. [mostra o adorno] Ela era mãe do meu pai, mas ela e minha mãe eram muito amigas. Elas tinham essa sororidade, sabe? Esse termo moderno… Elas já tinham isso. 

 Elas costuravam por gosto? Ou pra trabalhar, pra vender…? 

 A minha mãe por gosto. Ela adorava, e adorava fazer coisas novas, criativas, pra gente. Os meus pais eram bem engraçados, eram muito criativos! Queriam sempre coisas diferentes. Então eu estou voltando ao passado muitas vezes com esse trabalho. Cada vez que leio uma cena, alguma coisa me remete a uma coisa que minha mãe dizia, ou minha avó, o meu pai… A cidade cenográfica, pra mim, é estar junto com o meu pai, passeando! [risos] 

 Você chegou a chorar de emoção com alguma dessas cenas? 

 A Lola, coitada, o que ela mais faz é chorar! [risos] Não uma cena em si, mas todo o ambiente, toda aquela dureza, sabe? Você se aproximar desse momento dos anos 20, estar perto de como era a realidade das pessoas… É dura, era uma vida dura. E as pessoas, ainda assim, tinham tanta alegria, tanta esperança. Eu acho que é essa a pegada da novela. 

 Éramos Seis é uma história que fala de sonhos, de família, de união. Qual a importância de se contar uma história assim no atual cenário social, político, econômico? 

 Eu acho que a arte, a cultura em geral, tem essa capacidade de fazer a gente pensar, de se instruir, aprendendo com outros hábitos, outras épocas. E também se emocionando. Eu acho que a pegada da novela vai ser essa coisa da emoção, de ‘olho no olho’, de estar próximo… Acho que vai ser isso. 

Você e seu marido, o cantor Orlando Morais, têm quatro filhos. Mas a Cleo (Pires) e a Antônia (Morais) já moram fora, então vocês não são mais seis. Você sente saudades da época em que Éramos Seis juntos? 

 Quando o Bento nasceu, a Cleo já não morava conosco. Eles têm 22 anos de diferença. Então nunca fomos os seis juntos na mesma casa. Não o tempo todo, ao menos, só nas férias, no Natal… Mas pra mim seremos sempre seis! 

 Você sempre deu força para os seus filhos ‘voarem’? 

 Sempre! Sempre incentivei cada um a buscar sua realização, o seu desejo. Você adotaria um filho hoje? Sim. Eu acho bonito isso. 

 Ser mãe é um dos seus melhores projetos? 

 É o que eu mais gosto! [risos] 

Fonte:
Observatório da Televisão
(entrevista realizada pelo jornalista André Romano)

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Gloria Pires e Susana Vieira celebram amizade dentro e fora do set

Interpretando sobrinha e tia em 'Éramos Seis', atrizes são amigas de longa data e fazem aniversário juntas 
Foto: Roberto Filho/ Brazil News
O que Gloria Pires e Susana Vieira têm em comum além de serem ótimas atrizes? São amigas de longa data, fazem aniversário no mesmo dia, 23/08, e integram o elenco de Éramos Seis. As duas celebram o fato de estarem juntas dentro e fora do set e não faltam trocas de elogios. 

 "É difícil contracenar com a Susana, fico meio embasbacada. Ela é uma querida, no nosso aniversário organizei um jantarzinho em família e fiz questão de convidá-la. Toda a minha família a ama. Nós nos conhecemos há muitos anos, comecei a trabalhar muito pequena e nos cruzamos desde sempre", destacou Gloria Pires. 
Foto: Instagram @minhanovelaoficial
Susana, que na nova trama das seis viverá Emília, tia de Lola, personagem de Gloria Pires, encara a amiga como uma verdadeira mãe: 

 "Trabalhar com a Glorinha é demais. Ela é minha mãe, cuida de mim." 

Elas já estiveram juntas em novelas como, Duas Vidas (1976), Partido Alto (1984) e Paraíso Tropical (2007). Em Mulheres de Areia (1993), Gloria foi nora da personagem de Susana. Já na trama Anjo Mau (1997), as duas fizeram a mesma personagem, Nice, uma na primeira versão, de 1976, e a outra no remake, de 1997. 
Foto: Instagram @minhanovelaoficial
Foto: Roberto Filho/ Brazil News
 Com estreia prevista para o dia 30/9, Éramos Seis é escrita por Angela Chaves, baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, livremente inspirada no livro de Maria José Dupré. A direção artística é de Carlos Araújo.

Fonte:
Gshow
Uol

Escritora de Éramos Seis, Angela Chaves avalia trama como atemporal: “Traz para o debate conflitos universais”

Por Renan Vieira 
A escritora de Éramos Seis, Angela Chaves, disse que a nova novela das 18h, da Globo, traz elementos inéditos à trama, que já foi adaptada outra vezes para a televisão. Apesar de manter a essência, Chaves garante que a história está mais coesa, mais bem amarrada e o ritmo é mais ágil, como exigem as novelas da atualidade. E a protagonista, apesar de se manter dentro do universo de uma mulher à frente do tempo, possui um olhar mais otimista e para frente. 


 ‘Éramos Seis’ já foi revisitada algumas vezes na TV e também no cinema. Como contar mais uma vez essa história de uma família do início do século passado, quase cem anos depois? 

Antes de mais nada, é importante dizer que se trata de uma história atemporal, que traz para o debate conflitos universais. Estamos contando a história de uma família, seus laços e como seus integrantes fazem para se manterem unidos mesmo nos momentos mais difíceis. No fundo, é sobre o que une as pessoas, as relações de amizade, de parentesco e solidariedade. 

 O que o público pode esperar de diferente nesta versão da obra? 

 Pode esperar mudanças em relação ao ritmo da narrativa, a novela se torna mais ágil. Mudanças na estrutura dramática, em alguns perfis e no tom da narrativa. A narrativa é mais coesa e mais amarrada. Adaptamos algumas histórias também, como o caso de Shirley e sua família. Além disso, Lola, embora continue sendo uma mulher do seu tempo, está menos submissa, é mais ativa, e não é melancólica. Lola não olha pra trás, olha pra frente e vive a realidade do seu dia a dia. 

 Personagens femininos 

A novela traz personagens mulheres importantes, a começar pela Lola, passando por Shirley, Justina, Emília e Adelaide. Existe algo em comum entre elas? 

 É importante ressaltar que o romance foi escrito por uma mulher em 1943, Maria José Dupré, e dá voz a uma personagem feminina, dona Lola. Através da narrativa de dona Lola, do olhar dela sobre a sua vida e de seus entes queridos, vizinhos ou familiares, temos um registro do feminino da época importante. 

 Isto foi captado com sensibilidade na novela do Sílvio de Abreu e Rubens Ewald. As mulheres são a força motriz da história. Cada uma delas tem sua personalidade e sua forma diferente de agir e reagir aos obstáculos que a realidade impõe. 

 Havia regras e costumes mais opressores às mulheres, convenções e barreiras a serem transpostas, cada uma vai lidar com isso à sua maneira. Ao apresentar um olhar sobre o feminino, a novela acaba por trazer à tona debates importantes principalmente sobre a força da mulher e seu papel para manter a família, mesmo diante das adversidades. 

 Personagens humanizados 

Os personagens não são maniqueístas, né? Há muitas camadas. Pode falar sobre isso? 

 Os problemas e questões que os personagens enfrentam são decorrentes das escolhas que eles mesmos fazem ao longo da vida. Júlio (Antonio Calloni), por exemplo, é um homem que tanto pode fazer uma coisa boa, quanto ruim. 

 Ele ama a Lola, mas é um homem amargurado pelas escolhas que fez. A Emília (Susana Vieira), por um lado é egoísta, mas por outro ama muito as filhas e tem humanidade. O Alfredo (Pedro Sol/ Nicolas Prattes) apronta muito quando criança, vai mal na escola, prejudica os irmãos, dificulta da relação de seus pais. 

 Mas cresce e usa toda essa energia para lutar por algo bom. Dessa forma, temos uma novela em que não há o vilão clássico, nem o mocinho, mas personagens capazes de agir de forma certa ou errada de acordo com as circunstâncias e suas qualidades. 

 Problemática central da trama 

Qual sua expectativa ao recontar essa história? 

 Eu espero que as pessoas se emocionem com a história de uma família, que se encantem com os erros e acertos de cada um, que torçam para que fiquem felizes, e que reflitam sobre solidariedade. O romance da Maria José Dupré faz uma denúncia social importante. 

 É uma crítica a uma sociedade desigual onde o egoísmo impera, não há muitas chances de mobilidade, os ricos se mantêm ricos e os mais pobres têm poucas chances de conseguirem pagar as contas, oprimidos por inflação e juros. Essa novela fala sobre a importância de as pessoas olharem para o lado, para o outro. Enxergar a dificuldade do outro. Essa preocupação, cuidado e afeto são importantes nos relacionamentos humanos. 

 Como autora titular, Angela Chaves assinou, ao lado de Alessandra Poggi, a supersérie Os Dias Eram Assim e, agora, assina Éramos Seis. Na emissora, desde que começou como roteirista no programa Você Decide, Angela colaborou em diversas obras, como Celebridade, de Gilberto Braga; Páginas da Vida, Viver a Vida, Em Família e Maysa de Manoel Carlos; e Rock Story, de Maria Helena Nascimento. Angela tem mestrado em Literatura e, ao assinar o remake de Éramos Seis, une suas duas paixões: livros e TV. Ao seu lado, tem os colaboradores Bernardo Guilherme, Juliana Peres e Daisy Chaves. 

 Fonte: 
Observatório da Televisão
Foto: Cesar Alves

Gloria Pires, mãe de quatro filhos, diz que teria mais: 'Adotaria'


Gloria Pires fala com orgulho da família que construiu na vida real. Mãe de Cleo, Antonia, Ana e Bento, a protagonista de Éramos Seis, novela que estreia dia 30/9, contou no evento de lançamento da trama nesta segunda-feira, 16/9, que teria mais filhos. "Adotaria um filho. Ser mãe é o meu melhor papel. É o que eu mais gosto", declarou a artista.



Fonte:
Gshow

'Éramos Seis' chega à quinta versão com Gloria Pires e Antonio Calloni


RIO — Intérpretes do casal protagonista de “ Éramos seis ”, que estreia em 30 de setembro na Globo, Gloria Pires e Antonio Calloni avisam logo que não assistiram a nenhuma das outras quatro versões da novela. Querem, argumentam, fazer algo diferente. Mas não deixam de reconhecer quem veio antes. 

 — Tanto Irene Ravache quanto Nicette Bruno são ícones para mim — diz Gloria, sobre as atrizes que interpretaram Lola nos folhetins exibidos no SBT, em 1994, e na Rede Tupi, em 1977 (Gessy Fonseca fez a personagem em 1958, na RecordTV, e Cleyde Yáconis em 1967, na Tupi). 

 Da mesma forma, Calloni idolatra Gianfrancesco Guarnieri, mesmo sem ter visto o desempenho do colega como o Júlio da terceira versão, de 1977 (Gilberto Chagas, Sílvio Rocha e Othon Bastos o interpretaram nas outras). 

 Com esse impulso de apresentar algo novo ao telespectador e ao mesmo tempo homenagear o passado, “Éramos seis” substitui “Órfãos da terra” na faixa das 18h.

 — Eu reconheço o valor de uma telenovela que perdura na memória das pessoas, então fizemos um remake com muito critério e respeito — diz a autora Angela Chaves. 

O drama de época foi escrito originalmente por Maria José Dupré, no romance homônimo de 1943, mas a refilmagem atual é inspirada no texto de 1994, de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. 

 Para quem vai embarcar na história pela primeira vez, a saga acompanha os seis integrantes da família Lemos, dos anos 1920 aos 1940. Lola, a matriarca, considera o casarão em que mora, na capital paulista, a alma da família. Para ela, os quatro filhos e o marido compõem uma instituição a ser preservada a qualquer custo.

 — Estou trazendo toda a minha vivência para fazer a personagem — diz Gloria Pires. — O tempo inteiro estou em cena com a minha avó e minha mãe em mente, lembrando das coisas que ouvia e via, resgatando termos, hábitos e trejeitos. Estou revivendo a família que me criou. 

O conflito surge quando Júlio não consegue mais arcar com os juros altíssimos do financiamento da casa, marcando o começo de uma luta contra as turbulências econômicas e sociais do início do século XX. A dificuldade financeira gera atritos no casal, que diverge sobre a importância de manter o imóvel — ou se desfazer dele. O ambicioso patriarca, funcionário de uma loja de tecidos de Assad (Werner Schünemann), está focado na escalada profissional e no enriquecimento. 

 — O Júlio não tem absolutamente nada a ver com um vilão — defende Calloni. — Está mais próximo de um anti-herói. É um homem trabalhador, ama a família profundamente, mas não sabe demonstrar esse o afeto porque teve uma educação rígida e apanhava do pai. A ambição dele é para dar uma boa vida para Lola e sua família. 

 Os quatro filhos são o educado e estudioso Carlos (vivido por Xande Valois e Danilo Mesquita, na fase seguinte), o mais velho e responsável da família; o rebelde Alfredo (Pedro Sol e Nicolas Prattes), mal aluno e pivô de confusões dentro de casa e com os vizinhos; a determinada e independente Isabel (Maju Lima e Giullia Buscacio); e o caçula Julinho (Davi de Oliveira e André Luiz Frambach), moleque carinhoso e esperto na educação financeira. 

 Registro da força feminina 

A versão de 2019 estende tramas, dá espaço a novos personagens e retrata uma Lola mais empoderada, menos submissa e com pensamentos à frente do tempo. Em uma cena, por exemplo, diz rejeitar a ideia de que mulheres precisam se casar novas. Além disso, a autora Angela Chaves apagou falas machistas do texto original (ela não especifica quais). Nega, porém, ter feito uma obra feminista. 

 — É um registro da força feminina da época, mas, essencialmente, Lola pertence aos costumes do passado. A família Lemos é tradicional no sentido de ser formada por um homem provedor, uma dona de casa que parou de estudar e os filhos. Os pensamentos mais atuais começam a se manifestar em outras fases da novela — diz Angela, que diz ter buscado inspiração no filme “Benzinho” (2018), de Gustavo Pizzi, no qual uma mãe, interpretada por Karine Teles, faz de tudo para manter a família unida diante dos problemas contemporâneos. 

 Estas mulheres, diz Angela, representam milhões de outras brasileiras, que chama de heroínas do país. 

 Para o diretor artístico Carlos Araújo, a história de “Éramos seis” é contundente o suficiente para ser contada, uma duas... cinco vezes. Quem sabe seis. — Inclusive em qualquer língua, porque fala de gente, relação humana, gerações, família, cotidiano, da luta do dia a dia. Estará sempre presente, poderá ser contada a qualquer momento. 

Fonte:
OGlobo
Colaborou Luccas Oliveira
Fotos: Raquel Cunha

'Éramos Seis': elenco e equipe se reúnem em evento para lançamento da novela

Por Gshow

A próxima novela das 6, Éramos Seis, vai contar a história da família de Lola (Gloria Pires) e Júlio (Antonio Calloni) através dos tempos. As dificuldades, os sonhos e uma única certeza: eles só tinham uns aos outros. 

O lançamento da obra, que tem estreia prevista para o dia 30/9, foi realizado em uma casa de arte e cultura construída em 1920 - década em que se inicia a história assinada por Angela Chaves e com direção artística de Carlos Araújo. 

No evento, elenco e equipe contaram detalhes dos bastidores das gravações, da preparação de seus personagens e da expectativa em fazer parte da trama baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, livremente inspirada no livro de Maria José Dupré. 

"É uma novela que fala sobre o amor, o afeto e a solidariedade de uma família, e as dificuldades que ela tem para sobreviver e manter a união em um momento de instabilidade econômica. O que acho interessante nessa história é que são conflitos domésticos muito humanos que as pessoas se identificam facilmente", explicou a autora. 



Ao chegar no evento, Gloria Pires já demonstrou o carinho pelos colegas de trabalho de Éramos Seis ao dar um beijo na atriz mirim Maju Lima, que na primeira fase viverá Isabel, a única filha de Lola, que tem outros três filhos. A atriz revelou que suas inspirações para compor a nova personagem vieram da própria família: 

"Toda mulher tem um pouco ou alguma coisa da Lola. Esse é o maior desafio em interpretar essa personagem. Usei minha experiência como mãe de quatro filhos, minhas memórias com a minha mãe e me inspirei na minha avó." 

"É uma história universal. De fácil identificação. Lola é uma mulher valente que sofre para manter a família unida. São dramas familiares que existem em qualquer lugar, com pessoas de qualquer classe. Porque família é sempre família." 

O marido de Lola, Júlio, será vivido por Antonio Calloni. Na trama, o patriarca da família será bem rígido na educação dos filhos, por querer que eles vençam na vida. Por isso, não consegue ter com os herdeiros a mesma relação carinhosa que eles têm com a mãe: 

"Ele é rígido com os filhos homens porque querem que eles vençam na vida. Ele foi criado assim. Ele não consegue demonstrar o amor que sente pelos filhos." 

Susana Vieira é mais um destaque no elenco de Éramos Seis. A atriz interpretará Emília, a tia rica da família de Lola. No evento de lançamento da novela, ela ressaltou a alegria de contracenar com amigos de longa data e também com novos atores: 

"Tem muitos amigos em volta. É um presente essa novela! Além de ser uma grande obra. Eu e Gloria nascemos no mesmo dia. Eu 20 anos antes. Tem um elenco jovem que estou conhecendo agora. Isso dá um frescor para a gente. Voltei para minha escola. Estou ótima de saúde."

Na segunda fase da trama, Nicolas Prattes dará vida a Alfredo, o segundo filho de Lola (Gloria Pires), que promete agitar a história com sua rebeldia. O ator falou sobre a felicidade de encarar o desafio de fazer sua primeira novela de época e classificou seu personagem como um "anjo torto". 



"Essa é a minha primeira novela de época. Minha avó sempre quis que eu fizesse uma, muito antes de eu ser ator. Estou muito feliz! Alfredo é um anjo torto. Ele não é um rebelde sem causa. Ele só não se encaixa em um modelo de vida que a família gostaria que ele seguisse." 

Além da ansiedade de ver o trabalho na telinha, Nicolas também revelou que não vê a hora de começar a contracenar com Gloria Pires: "Ela é um fenômeno. Estou querendo aprender tudo o que puder com ela. É um grande presente trabalhar com a Gloria!" 

André Luiz Frambach, que será Julinho, filho caçula de Lola, ressaltou a satisfação em fazer parte do elenco: "É muito gratificante estar nesse elenco. É uma história que faz parte da memória de muita gente. Estar com a Gloria e o Antonio Calloni é uma escola absurda. Sempre tive sorte de encontrar pessoas especiais na minha carreira. Dessa vez tenho Gloria e Calloni." 

"Pesquisei muito a época para entender o universo dos anos 1920. Amo fazer novela de época. A gente entra em um universo paralelo. Você fica mais imerso, a chave vira com mais força. É um novelão, onde as relações humanas são o fio condutor dessa história." 

Ele também comentou o fato de Éramos Seis ser o segundo trabalho no qual contracena com a atriz Rayssa Bratilieri, sua namorada: "A gente está vivendo uma fase ótima. Tanto na carreira como na vida pessoal. A gente é muito vivo. A gente estuda o texto. Ela tem mais técnica. Eu sou mais intuitivo. Então a nossa troca é bacana. Nossos estilos são diferentes"

A novela marca a estreia do modelo internacional Jhona Burjack como ator. Em Éramos Seis, ele interpretará Lúcio, um jovem que vai se envolver na política estudantil e será apaixonado por Isabel (Giullia Buscacio): "A expectativa é grande e a ansiedade mais ainda. É minha primeira novela. Tenho estudado muito e aprendido mais ainda com esse elenco incrível."



Confira fotos de restante do elenco na coletiva clicando AQUI



Fonte: Gshow
Fotos: Artur Meninea

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Éramos Seis mergulha na arquitetura e na moda da primeira metade do século 20

Por Renan Vieira

Para ambientar a trama da próxima novela das seis, Éramos Seis, que acontece em três fases, entre as décadas 1920 e 1940, houve uma intensa pesquisa desenvolvida pelas equipes de figurino, caracterização, produção de arte e cenografia sobre os costumes e modismos daquele período.

Segundo a figurinista Labibe Simão, as roupas dos anos 1920 são marcadas pelas estampas simétricas e por costuras um pouco mais largas, que não marcam a cintura e não exibem a silhueta, evitando que o corpo das mulheres fique em evidência. 

Já a década de 1930 chega mais ousada, com uma marcação da silhueta e peças mais justas, embora ainda com comprimento longo. Nas estampas, cores mais vivas e mais pigmentação. Através dos tecidos, de fibra, mais sintéticos, é possível reconhecer os sinais da industrialização. 

Para tornar mais verossímil a vestimenta de figurantes e personagens, Labibe pesquisou tecidos e estampas da década de 1920 e, junto à sua equipe, produziu mais de 80% das peças integralmente nos Estúdios da Globo. Além de terem o corte exato escolhido pela figurinista, as peças foram desenhadas com as medidas do elenco, o que ajudou a imprimir um caimento mais natural. Já as peças da década de 1930 foram encontradas em brechós ou no acervo da TV. 

 A protagonista 

Na caracterização, por ser uma dona de casa sem muita vaidade, Lola (Gloria Pires) não usa maquiagem, a não ser um batom quando tem um compromisso mais longe de casa. Já sua irmã Olga (Maria Eduarda de Carvalho) é o oposto. Além de se maquiar diariamente, tem o corte de cabelo mais badalado da época, o chanel, inspirado na estilista francesa Coco Chanel, um sucesso a partir de 1918. 

Com uma condição financeira melhor, Emília (Susana Vieira) e Justina (Julia Stockler) usam muitas roupas importadas da Europa, onde Adelaide (Joana de Verona) mora. As estampas têm formas assimétricas e mais contraste. Adelaide, quando chega, na década de 1930, já demonstra no modo de vestir como absorveu os ideais feministas que estavam em ebulição na Europa daquela época. Ela veste calça e blazer, algo absolutamente incomum no Brasil entre as mulheres. Ainda assim, é uma personagem feminina e, mesmo para a época, sexy. 

 Já as equipes de produção de arte e cenografia deram ao bonde e à Avenida Angélica o tratamento de personagens especiais. Através deles a passagem de tempo será identificada facilmente. No início da trama, os arredores da Avenida Angélica terão uma inspiração bucólica, com direito a carroça e animais. 

 Paisagem urbana 

Conforme o tempo passa, o bonde — que estará presente desde o início da trama, tem capacidade para 20 pessoas e anda numa velocidade máxima de 20km/h — ganhará cada vez mais prédios ao seu redor, mostrando a verticalização que a cidade sofreu no início da década de 1930. 

 A cidade ganha ainda letreiros com luzes neon no comércio que não para de crescer, além de mais iluminação e cores. O público verá, ainda, elementos comuns à época, como os limpadores de trilho do bonde e os funcionários do governo responsáveis por acender e apagar os lampiões. 

 Naquela época, a arquitetura era eclética, com uma mistura de estilos. Na casa de Lola (Gloria Pires), por exemplo, há uma coluna grega misturada com uma influência renascentista, com alguns detalhes barrocos. Já a casa da tia Emília (Susana Vieira) é inspirada no Palácio de Versalhes, na França. O casarão utilizado nas gravações foi construído em 1922, no bairro Ipiranga, em São Paulo, e chama-se Palácio dos Cedros. É uma das mansões de uma rica família de origem libanesa e foi o primeiro local de gravação da novela. 

Elementos que marcam bem o início do século passado também poderão ser vistos na cozinha comandada por Durvalina (Virgínia Rosa), na casa de Lola. Além de muito material em madeira e cobre, haverá também utensílios específicos da época como é o caso do balde de flandres e das panelas e louças de ágata.



Com estreia prevista para 30 de setembro, Éramos Seis é escrita por Angela Chaves, baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, livremente inspirada no livro de Maria José Dupré. A direção artística é de Carlos Araújo e a obra conta ainda no elenco com Antonio Calloni, Ricardo Pereira, Eduardo Sterblitch, Walderez de Barros, Ellen Rocche, entre outros




Fonte:
Observatório da televisão