quinta-feira, 4 de julho de 2013

A vilania de Gloria Pires na novela 'Anjo Mau'

Gloria Pires e Kadu Moliterno, que interpretam o casal principal em “Anjo Mau”, são os entrevistados do “Reviva” desta segunda, dia 8, às 23h, quinta às 21h15, sábado às 19h45 e domingo às 23h15. Maria Adelaide Amaral, Denise Saraceni, autora e diretora do folhetim, respectivamente, e Susana Vieira, que viveu a protagonista na primeira versão da novela, de 1976, também participam da atração. O remake, exibido pela TV Globo em 1997, estreia no VIVA na segunda-feira. 

 Gloria Pires fala sobre a malvada Nice na novela "Anjo Mau" (Foto: VIVA) 

 Na trama, Nice (Gloria) é uma ambiciosa babá, que faz de tudo para ascender socialmente e realizar o sonho de casar com Rodrigo (Kadu), um rico e poderoso empresário. Com o objetivo de dar o golpe do baú, ela se candidata ao posto de babá do filho de Stela (Maria Padilha), irmã do rapaz: “A versão original foi feita nos anos 70. A questão da igualdade social era muito discrepante ainda. Naquela época, era impensável uma moça, que se empregasse como babá ou empregada doméstica, ter alguma intenção de romance com o patrão”, diz Gloria Pires. Depois de conseguir a vaga, a protagonista ainda precisa enfrentar mais obstáculos. Um deles é Paula, vivida por Alessadra Negrini, a mimada noiva de Rodrigo. “Ela era uma menina rica, muito dona de si e da verdade. Elas acabam entrando em um conflito por conta desse objetivo, que era o Kadu Moliterno, meu querido amigo”, lembra a atriz. 

Kadu Moliterno fala sobre seu personagem na novela (Foto: VIVA) 

 Esperta, Nice logo descobre o ponto fraco da rival: Paula tem um romance com o irmão do noivo, Ricardo (Leonardo Brício). “O que mais me marcou nessa novela foi a descoberta da traição. Foi uma cena muito intensa, que começa no quarto, com eles brigando, e termina na sala, quando ele entrega para todo mundo que tinha sido traído pela mulher que mais amava”, lembra Kadu Moliterno

 Maria Adelaide Amaral também foi entrevistada no "Reviva" (Foto: VIVA) 

 Apesar das intrigas e discórdias causadas pela babá, Maria Adelaide Amaral defende a vilã-protagonista. “A novela é injusta com a Nice. Ela era apenas uma pessoa que queria subir na vida e é legítimo, todo mundo quer isso. Ela se apaixonou e a paixão dela é real, verdadeira. Ela quer, sim, tirá-lo da noiva. Ela quer, sim, casar-se com ele. Mas é legítimo, qual é o problema? Todas as mulheres querem tirar do caminho as outras que estão atrapalhando o seu objetivo, que é o homem amado.” 

Denise Saraceni fala sobre o texto da trama (Foto: VIVA) 

 Denise Saraceni conta como foi a parceria com Maria Adelaide Amaral e com Silvio de Abreu, que na época supervisionava o texto. “Foi incrível. Um início de trabalho com o Carlos Manga, que era o diretor e, atualmente, seria o diretor de núcleo. Era uma novela que tinha muita comédia, mas também muito drama e muita vida.” 

Susana Vieira fala de sua personagem na primeira versão da novela (Foto: VIVA) 

 O “Reviva” ainda conta com a participação de Susana Vieira. A atriz interpretou Nice na versão original da novela. O seu papel teve um final bem diferente do vivido pela personagem de Gloria. “Me lembro que morri no último capítulo. Fui castigada, porque era uma época de repressão. Ainda havia um anseio de moral muito pesado. Eram as mulheres de uma caminhada brasileira contra a moral. Era ditadura militar, ou seja, a empregada não podia ter caso com patrão e casar-se com ele. Então, optaram por me matar no último capítulo. Quando foi refeita com a Gloria Pires, ela voltou, casou linda e não precisou morrer.”


Fonte:
Canal Viva

Um comentário:

touchanna disse...

Concordo com a visão da autora, a respeito da Nice ( babá )no que concerne a vilania da mesma. Ela era apenas uma pessoa que queria legitimar seu sonho mais promissor: conquistar o homem que ela amava e que estava sendo enganado por alguém que não o amava com a mesma intensidade. A Nice o tempo todo foi vítima, começando pela família biológica e terminando na perseguição da Paula que queria brigar não pela questão do amor em si pelo Rodrigo, mas por um motivo banal e mesquinho: o preconceito pela divergência entre as classes sociais de ambas personagens.