segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Vale a Pena Ler De Novo... Gloria Pires: "Estar feliz é a base de tudo"


Com personagens inesquecíveis na TV como a Maria de Fátima, de Vale Tudo; as gêmeas Ruth e Raquel, de Mulheres de Areia; a forte Júlia Assumpção, de Belíssima e Norma, de Insensato Coração, Gloria Pires mais uma vez está no ar.
03/12/12 às 00:00 atualizado às 17:22 Por Márcio Mello - Agência Estado



Aos 49 anos e com personagens inesquecíveis na TV como a Maria de Fátima, de "Vale Tudo"; as gêmeas Ruth e Raquel, de "Mulheres de Areias"; a forte Júlia Assumpção, de "Belíssima" e Norma, de "Insensato Coração"; Glória Pires mais uma vez está no ar. Agora, com um papel voltado para a comédia, ela interpreta a divertida Roberta Leone, no remake de "Guerra dos Sexos", que na primeira versão foi vivida por Glória Menezes Apesar de estar fazendo planos para tirar férias e curtir a família, a atriz preferiu adiar tudo para formar uma parceira com o autor Sílvio de Abreu e o diretor Jorge Fernando. E Glória tem, ainda, um motivo a mais para estar na trama. Assim como a filha mais velha, Cleo Pires, ela agora vê Antônia seguir os passos da família dentro da dramaturgia. 

Agência Estado —  remake de "Guerra dos Sexos" é uma trama focada na comédia, com um texto leve. Este fato pesou na decisão de aceitar fazer parte do elenco?
Glória Pires — Estar feliz é a base de tudo. Quando você está feliz com o que está fazendo no trabalho, se a sua relação amorosa está bem, se sua família está bem, isso dá uma base para dar um gás, ir em frente. Com isso, as oportunidades maravilhosas não param de chegar. E são convites para os quais eu realmente não pude dizer não. O filme que eu acabei de fazer, "A Arte de Perder", do Bruno Barreto, eu esperei 17 anos por ele. E agora o convite do Jorginho (Fernando) para fazer "Guerra dos Sexos" foi irrecusável.

Agência Estado —   Então você estava com vontade de fazer uma novela mais leve, voltada para a comédia?
Glória Pires —  Humor é tudo na vida. A gente busca viver com humor, caso contrário fica muito pesado. A vida está num ritmo que você tem que estar sempre pronta. Vejo que o segredo é não se levar tão a sério. A Roberta tem um ritmo bem acelerado, é muito ágil, decidida no que faz. Porém, ao mesmo tempo, tem o tom todo do trabalho. Eu estava conversando com o Silvio de Abreu que esse trabalho tem um sabor diferente se comparado com o que eu normalmente faço na televisão. É mais leve, descontraído. O gostoso é que, aos 45 anos de carreira, ainda estou fazendo uma coisa nova. Além de todos esses fatores, tem a junção de pessoas que eu nunca tive oportunidade de contracenar como a Luana (Piovani), a Mariana (Ximenes) e o Giane (Reynaldo Gianecchini).

Agência Estado —  Por falar em reencontros, em "Guerra dos Sexos" você voltou a contracenar com Carlos Alberto Ricelli, que trabalhou com você em "Vale Tudo", sendo par romântico com os inesquecíveis personagens Maria de Fátima e César...
Glória Pires —  Pois é, foi uma delícia! A gente conversou muito e deu para matar a saudade de estar com ele. Acho que as pessoas, vendo nós dois juntos, se lembraram um pouco de "Vale Tudo", da Maria de Fátima e do César, que foi um trabalho maravilhoso. 

Agência Estado —   Você diz que o convite de Jorge Fernando foi irrecusável. Passava pela sua cabeça tirar férias esse ano e curtir mais a família?
Glória Pires —  Pretendia porque, mais ou menos, a gente tenta fazer uma previsão de ter umas férias, tirar um mês aqui, um mês nas férias das crianças, organizar um pouco a vida da casa, dos filhos. Porém, foi tão incrível a possibilidade de fazer a novela que foi um sucesso, ainda com uma personagem maravilhosa que a Glória Menezes interpretou, e mais trabalhar com o Jorginho (Fernando) como diretor, que ficou impossível não fazer Eu e o Jorginho só dividimos as cenas na época em que ele era ator e foi na novela "Água Viva". Com o Sílvio de Abreu eu só tinha feito "Belíssima". O pacote foi irrecusável (risos).

Agência Estado —   Você é uma atriz experiente, com personagens de sucesso e uma carreira premiada. Quando surge um novo trabalho para uma novela, o que realmente pesa e faz você aceitar o novo desafio?
Glória Pires —  Eu estou sempre buscando novas possibilidades. Um desafio como esse, fazer uma novela do Sílvio, uma comédia rasgada - já que em "Belíssima" eu não estava nessa praia - é ser bem agraciada com uma oportunidade maravilhosa. E o bom é que não juntou com outra novela. Deu tempo de terminar. Nesse intervalo, eu ainda fiz dois filmes e aí fiquei livre para encarar essa oportunidade. É risco, é exposição, é ousadia, um monte de coisa que eu sempre busco.

Agência Estado —  Reynaldo Gianecchini, que no folhetim dá vida ao divertido motorista Nando, que na primeira versão foi interpretado por Mário Gomes, falou que ficou nervoso ao saber que iria dividir as cenas com você...
Glória Pires — Eu soube disso e achei tão fofo... A primeira vez que fui trabalhar com o Tony (Ramos), por exemplo, foi uma emoção enorme porque ele também era uma referência pra mim. E eu acho que é isso. Você é criança, assiste à TV e sempre tem alguma novela que marcou a sua vida. A novela realmente entra na vida das pessoas, então alguns atores, alguns personagens ficam mais presentes ali. Essa é a coisa louca que é a televisão. O Giane (Reynaldo Gianecchini) é muito querido, adoro o trabalho dele como ator. Fiquei muito feliz com essa recuperação fantástica dele. Eu não o conhecia tanto assim e sempre admirei esse momento que ele atravessou com tanta clareza, com tanto foco, uma coisa totalmente zen.

Agência Estado —   Mais uma filha segue os passos da mãe no mundo da dramaturgia. Como é ver a filha Antonia atuando?
Glória Pires —  A Antônia sempre demonstrou vontade de ser atriz e está toda empolgada, envolvida, emocionada por fazer a novela. 

Agência Estado —  Você fica orgulhosa ao ver as duas filhas seguirem o caminho da dramaturgia?
Glória Pires —  O fato de eu estar com as minhas filhas em cena tem um sabor especial pra mim. Fiquei feliz de ver como elas evoluíram. É bom notar o resultado disso. A Antônia eu já sabia desde os três anos de idade que ela iria mexer com isso. Não tinha muita escapatória.

Agência Estado —  Então o tempo livre é bem dedicado para a família?
Glória Pires —  Aproveito qualquer momento para estar junto da família, das minhas filhas. A gente se telefona muito para estar sempre com a conversa em dia. Isso em qualquer oportunidade.

Agência Estado —  Você está com 49 anos e um corpo e uma pele linda...
Glória Pires —  Há 20 anos eu me trato com a medicina ortomolecular e agora de forma mais intensa porque já estou com 49 anos. O corpo muda e eu estou me tratando. Faço meus exames, tomo meus remédios, procuro ter uma rotina que não é fácil para a pessoa que trabalha feito eu, que está sempre viajando, correndo. Mas no final consigo e dá tudo certo. Também voltei para a ioga e está sendo maravilhoso. Quando tenho mais tempo, vou para a academia e faço musculação. Comprei uma esteira e botei em casa. E não me esqueço de focar na questão da boa alimentação, não só de controlar a quantidade que como, mas a qualidade.


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