segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Gloria Pires vai interpretar importante psiquiatra brasileira nas telas


Roberto Berliner, Gloria Pires e Flávio Bauraqui divulgam longa em Florianópolis



A atriz Gloria Pires (Se Eu Fosse Você) se prepara para interpretar a psiquiatra Nise da Silveira nas telas, em longa dirigido pelo documentarista Roberto Berliner (Herbert de Perto). Nilse da Silveira – Senhoras das Imagens começa a ser rodado em janeiro de 2012 e está previsto para estrear em meados de 2013.
A doutora Nise da Silveira foi uma importante figura da psiquiatria brasileira. Autora de sete livros, é reconhecida internacionalmente por seu trabalho com terapia ocupacional e na humanização do tratamento psiquiátrico no país. Apesar da importância de seu trabalho, é pouco conhecida dos brasileiros. “Estou apaixonada, encantada e maravilhada com a sua história. Quanto mais conheço, mais quero me aprofundar”, disse Gloria durante coletiva de divulgação da produção em Florianópolis.



Nise ficou exilada por seis anos na Bahia acusada de comunismo. Anistiada, a psiquiatra voltou ao Rio de Janeiro para trabalhar no hospital Pedro II, no bairro de Engenho de Dentro, onde o longa será rodado. “Nosso filme começa a partir dessa volta dela ao Rio e acompanha dois anos da jornada da médica”, revelou o diretor Roberto Berliner, que pretende dedicar o filme ao irmão. “Eu tive um irmão com Síndrome de Down. Ele ficou afastado da nossa família desde que tinha dois anos e passou toda sua vida em instituições. Isso me marcou e provavelmente por isso esse tema seja tão importante pra mim”.
O ator Flávio Bauraqui (Quase Dois Irmãos) interpretará um dos pacientes da doutora, ou “clientes” como a médica gostava de chamá-los. O ator já viveu um doente mental em O Senhor do Labirinto e comparou os dois papéis. “Na minha carreira, eu não gosto de repetições, mas quando recebi esta proposta, fiquei intrigado”, disse. “O louco não é uma pessoa chapada, são pessoas com suas particularidades”.
Nascida em Maceió, Nise da Silveira morreu no Rio de Janeiro em 1999. Discípula do psicanalista Carl Jung, teve participação destacada na luta contra o tratamento agressivo de pacientes psiquiátricos, posicionando-se contra o eletrochoque e a lobotomia.

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