sábado, 20 de outubro de 2012

Revista Conta Mais: Entrevista com Gloria Pires

Entrevista com Gloria Pires

De volta à telinha em 'Guerra dos Sexos', Gloria Pires afirma gostar de tudo que faz é essencial para manter a beleza e o astral nas alturas


Com visual renovado, Gloria Pires está de volta à telinha na pele da dondoca Roberta Leone, no remake de Guerra dos Sexos, que estreou na última semana, na Globo. E com um incentivo a mais: ao lado da filha Antônia Morais, que está no elenco da trama de Silvio de Abreu. Em entrevista à Conta Mais ela fala sobre diversos assuntos, como o novo trabalho, as filhas, moda, beleza, vida pessoal, cuidados com o lar e muito mais. Confira:
Conte um pouco sobre essa sua nova personagem.
A Roberta Leone é uma mulher que vive muito bem e feliz com sua vida, marido e filho, até que fica viúva e vê sua vida de cabeça para baixo. E será no meio dessa
loucura que vira sua vida que ela descobre uma série de coisas, inclusive, que corre o risco de perder o que lhe dá o sustento, que é a fábrica. Ela passa a ter que lidar mais frequentemente com o Bimbinho, personagem do Tony Ramos. E, ainda, acaba se apaixonando pelo motorista dele e da Charlô, que é vivido pelo Gianecchini. Claro que estou adorando essa nova fase… Está sendo maravilhosa!
Como foi o convite para participar dessa novela?
Jorginho (Fernando, diretor) disse que queria me fazer um convite para Guerra dos Sexos, para viver Roberta Leone. Eu disse que não sabia exatamente quem era ela. E ele brincou dizendo: “como não?”. Vi que seria uma grande oportunidade, até porque sei que essa novela marcou uma época. Eu fiquei bem interessada. Topei e está sendo fantástico! Jorge é um diretor incrível!
Então você não chegou assistir a primeira versão de Guerra dos Sexos?
Para ter uma ideia, naquela época eu tinha a Cleo. Ela tinha um aninho e eu ficava às voltas com ela. Não cheguei a assistir. Mas é claro que a cena do Paulo Autran e da Fernanda Montenegro jogando o café da manhã, um na cara do outro, eu conheço. É uma cena clássica. Essa referência eu tenho, mas a novela em si eu não assisti. O que para mim, também, é bom porque como o Silvio de Abreu disse, essa novela é uma outra história, uma outra novela. Os personagens têm os mesmos nomes, mas
há coisas que podem acontecer diferentes. E não tem o compromisso de repetir aquilo. Acabou sendo bom porque realmente não tenho nenhuma referência. Antônia está iniciando uma carreira e estará em Guerra dos Sexos.
Como é  para você trabalhar com sua filha na mesma novela?
A gente se vê... Apesar de que o personagem dela ainda não entrou na novela. Mas ela já está vindo para as gravações para acompanhar, ver como é, se ambientar, conhecer as pessoas, essas coisas. O caso é que a gente comenta o que viu uma da outra, dá força, mas é só. Deixo que ela siga o caminho dela, com o jeito dela de fazer, independente do meu jeito ou do jeito da irmã dela, a Cleo. Cada uma tem que achar sua própria identidade e forma de trabalhar. Ela comentou que você dá alguns conselhos, como não falar demais com a imprensa, por exemplo. Contudo, para primeira coletiva, ela falou muito bem, soube se expressar bem.

Como são estes conselhos?
Na verdade, não é para falar demais ou de menos, mas para saber falar. Não falar besteiras, ser objetiva, essas coisas que, às vezes, se leva tempo para aprender e que eu tento passar pra ela.
E como está sendo viver no humor?
Essa novela é toda trabalhada no humor, apesar de abordar uma temática tão séria que é a concorrência entre homens e mulheres no mercado de trabalho, assim como o preconceito em torno da mulher profissional.
Como tem sido isso?
Na verdade, eu já fiz programas humorísticos, algumas coisas… Claro que o tom é muito diferente do drama. É algo muito novo, até porque entendo que as oportunidades para mim aconteceram sempre mais em cima do dramático, que é uma coisa muito forte que trago dentro de mim. A comédia, eu venho trabalhando de uns tempos para cá, no cinema, por exemplo. Em As Brasileiras, também. Venho me descobrindo, me experimentando na comédia. Acredito que para fazer comédia, a pessoa precisa ter a capacidade de rir de si mesmo, de entregar os pontos. Tem sido regenerador pra mim.
E esse novo visual? Foi especialmente para a personagem que você cortou os cabelos?
Sim. Na verdade, pensamos num look super feliz, surpreendente e muito leve. E que também estivesse dentro de um contexto de comédia, até para desvincular a imagem dramática daquele anterior. Em Guerra dos Sexos, sua personagem passa a trabalhar com moda, também.
Como é sua relação com a moda? Você está sempre muito bem vestida, com peças chaves de roupas... Como você define a forma como se veste? Aliás, suas filhas seguem pelo mesmo caminho…
Sou leonina, gosto de coisas boas, peças que durem. Namoro o clássico, que é atemporal. Percebo essa mesma tendência nas minhas filhas. Elas também têm esse flerte com o clássico. Curto reciclar roupas, estilizar. Para mim, peças que são chaves são as saias lápis, por exemplo. Mas para eu gostar de uma roupa é preciso apenas que ela seja confortável e que eu me sinta bem e bonita nela. Uma peça que eu nunca usaria é o tipo de calça skinny, porque em mim não cai bem, fica péssimo mesmo.

Você se considera consumista?
Compro quando preciso para um evento, uma determinada situação ou, também, se eu estiver passando e olhar algo que eu goste, que eu experimente e fique bacana. Não tenho aquela coisa desordenada da pessoa que precisa comprar de qualquer maneira.
Vamos falar um pouquinho da Glória dentro de casa. Como é seu dia a dia? Você se considera uma boa dona de casa? Curte tarefas do lar? O que você gosta de fazer?
Considero-me uma boa dona de casa, sim, até porque administro tudo de forma ordenada e tranquila. Quanto aos afazeres, confesso que sou boa de arrumação e faxina. Sou aquele tipo de pessoa que se preocupa com a decoração, com a harmonização do lar. Já o Orlando (Moraes, marido da atriz) é bom na cozinha. Quando ele cozinha, ele cozinha muitíssimo bem. Faz um risoto de bacalhau que é uma coisa!
Como você cuida da boa forma, alimentação, exercícios?
Acho que todo mundo sabe as coisas que fazem mal, que engordam, que não se deve comer exageradamente. O que eu faço é o que funciona para mim, não quer dizer que funcione para as outras pessoas. Tenho sempre muito cuidado na hora de dizer, pois quando falamos algumas coisas, logo tem um monte de gente fazendo as mesmas coisas, que às vezes são loucuras mas que funcionam para nós… Então, tudo o que eu disser aqui é o que funciona para mim, é o que é bom para mim. Então,
procuro comer de forma equilibrada. Evito gorduras e frituras. Como comida orgânica. Quando eu tinha 12 anos, fiz um voto de não comer mais carnes, na época eu estava totalmente influenciada (positivamente, diga-se de passagem) por Mahatma Gandhi. E eu consigo manter isso até hoje. Carnes brancas eu procuro evitar, mas como eventualmente um frango… Já os frutos do mar, por exemplo, como raramente. Quanto aos exercícios, faço ioga e alguns outros exercícios.
                                                    Gloria Pires com a família no shopping (Foto: Ag.News)
Algum outro segredo para estar sempre linda e bem disposta?
Ser feliz é um dos segredos. É a base de tudo! Acredito que você é por fora uma coisa que vem de dentro. Não que eu não use uma coisinha aqui e outra ali no cabelo, por exemplo. Ou que eu não tenha alguns cuidados com o que como… Mas aquela busca louca pela beleza não é algo que eu tenha na minha vida, até porque eu não tenho tempo, nem paciência. E, depois, eu acredito que a pessoa pode até não ser linda de morrer, mas se ela está com um astral bacana, ela passa uma coisa boa e a gente consegue ver beleza nela… Então, o segredo é estar feliz! Se você está feliz com o que está fazendo, com o trabalho, se a relação amorosa está ok, se a família está bem, claro que a consequência disso tudo é que você fique bem também. E isso dá um gás para seguir em frente. Além das oportunidades maravilhosas, que graças a Deus não param de chegar! As pessoas falam: ‘mas você não para de trabalhar!’. Mas são convites irrecusáveis! E ainda tem o filme que eu acabei de fazer. Eu esperei por ele por dezessete anos! Não é brincadeira.
Fale um pouco sobre esse filme. Como foi essa espera?
Chama-se A Arte de Perder, do Bruno Barreto. Eu estava terminando Insensato Coração quando ele me chamou. Demorou esse tempo todo, porque quando a Lucy Barreto leu, ela pensou em mim para a personagem… E isso tem 17 anos.

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