segunda-feira, 16 de março de 2015

Gloria Pires e Adriana Esteves falam de suas vilãs em ‘Babilônia’e do primeiro embate entre elas já na estreia


Quando as cortinas de “Babilônia” se abrirem nesta segunda-feira à noite, um embate entre Gloria Pires e Adriana Esteves — duas atrizes que trazem no currículo vilãs marcantes da TV (veja no quadro) — promete tirar o fôlego do público. Na pele de Beatriz e Inês, respectivamente, elas vivem na nova novela das nove um perigoso jogo de interesse, que mascara o desprezo e a inveja de uma pela outra. 

— É um confronto forte, que deixa claro o que será a relação das duas. Depois da briga inicial, elas viram cúmplices. Beatriz leva a “amizade” com Inês porque ela a serve materialmente. E também porque, de alguma forma, sente-se querida, embora seja uma invejosa — analisa Gloria. 

Adriana conta que a idolatria de Inês por Beatriz chega a ser uma coisa patológica. 

— É uma relação muito complicada. Inês é inquieta. Não está satisfeita com o que a vida lhe deu, quer o que é do outro. E Beatriz é a referência dela para tudo, ela queria ser a amiga rica, tem inveja. E esse é um sentimento que existe em todos nós, só não é algo que seja facilmente conversado. Então, Inês pode provocar uma catarse no telespectador — acredita Adriana. 

Para entender a relação das vilãs tem que se pôr uma lente de aumento na adolescência das duas. Linda e rica, Beatriz sempre foi o centro das atenções. Já Inês, gordinha e pobre, vivia em torno da patricinha e sofria com o bullying. 

— É como se Beatriz fosse o sol e a Inês vivesse na sombra dela — compara Ricardo Linhares, um dos autores da trama ao lado de Gilberto Braga e João Ximenes Braga. 

O tempo passou, elas se afastaram, mas Inês nunca deixou de acompanhar a vida de Beatriz. Quando sabe que a “amiga”, após anos morando fora, está de volta ao Brasil e noiva do empreiteiro Evandro (Cássio Gabus Mendes), patrão de seu marido, Homero (Tuca Andrada), Inês dá um jeito de vê-la durante festa da empresa do milionário. Mas o reencontro é frustrante. Porém, a invejosa contra-ataca. 

Inês, na festa, flagra Beatriz transando com o o motorista Cristóvão (Val Perré), funcionário do noivo da ricaça, e a chantageia. É nesse momento que se dá o duelo entre elas. Para frear as ameaças de Inês, a milionária mata o amante e consegue incriminar a rival pelo crime. Mas, no fim das contas, elas selam um acordo. 

— Como Beatriz é uma empresária corrupta, ela chama Inês, que é advogada, para trabalhar com ela e ajudá-la nas falcatruas dos negócios na intenção de acabar com a chantagem. A relação é de puro interesse. São duas mulheres fortes que tentam anular uma a outra o tempo todo. E, apesar de uma certa cumplicidade, a tensão estará sempre presente — afirma Ricardo. 


O PRIMEIRO EMBATE 

O primeiro confronto entre Inês e Beatriz, hoje à noite, se dá logo no dia seguinte da festa em que a advogada filma a transa entre a empresária e o motorista. Logo cedo, a loura bate à porta da “amiga”. “As imagens que tenho para mostrar não cabem em qualquer envelope”, diz Inês, mostrando a cena de sexo. 

Beatriz joga a câmera longe. Inês avisa que tem uma cópia e que quer saber a opinião de Evandro. “Espera, fui fria, não dei valor a nossa amizade (...) Me dá outra chance, não precisa se vingar por causa de um deslize!”, ameniza Beatriz, que é pressionada por Inês a dar R$ 400 mil para se calar. 

A empresária é chantageada também por Cristóvão, que quer dinheiro para pagar o transplante de coração da mulher. A amante nega, enfurecendo o motorista. 

Num passeio pelo calçadão, Beatriz vê Cristóvão e Inês em um bar e acha que eles são comparsas. Ela, então, decide eliminar o motorista e jogar a culpa em Inês. Após o crime, Beatriz a chama em sua casa, levanta a aba da maleta e pede que a advogada coloque a mão. Inês puxa e vê que é uma arma. “Segura firme, usa a mão esquerda para dar apoio. O alvo não vai se mexer. Pode atirar”, brada Beatriz. “Cala a boca! Você era só uma piranha!”, grita Inês, que aponta a arma para Beatriz, mas não atira. 

Mais tarde, Inês volta à casa da empresária, diz saber que ela matou o amante e avisa que seu silêncio ficou mais caro. “Quem matou o motorista foi você. A arma do crime tem as suas digitais”, diz Beatriz. Nessa hora, a advogada afirma que tem o caso filmado. “Ótimo, vou dizer que você nos filmou porque era amante dele, que ele ia te largar por minha causa. Em quem você acha que vão acreditar? Numa desempregada sem eira nem beira ou em mim? Nós duas vamos para o fundo do poço juntas, de mãos dadas. Não é para isso que servem as amigas? ”, questiona Beatriz, deixando Inês pálida. 

Fonte:

Nenhum comentário: