terça-feira, 3 de março de 2015

Gloria Pires será uma ricaça sexualmente insaciável em ‘Babilônia’

Rio - ‘Ela é insaciável. Ninfomaníaca, não. Adora sexo, o que é bem diferente da ninfo, que não tem prazer no ato sexual”, ensina Gloria Pires. E alguém ousa discordar? A devoradora de homens à qual a atriz se refere é sua mais nova personagem no horário nobre. 

Em ‘Babilônia’, no ar dia 16, Beatriz é uma ricaça sensual, que usa e abusa do poder de sedução para realizar seus mais sórdidos desejos, inclusive o de matar. “Não estou aqui para ‘pagar’ corpinho nem para ser a coroa sexy, não é por aí... Tenho 42 anos de TV Globo. Quando aceitei fazer, a novela não estava nem escrita. O Gilberto (Braga), o João (Ximenes Braga) e o Ricardo (Linhares, autores) terem pensado em uma personagem assim pra mim realmente me deixa com o ego massageado. Estou muito feliz com a possibilidade de fazer um papel que é uma novidade na minha carreira. A Beatriz é uma vilã louca e, ao mesmo tempo, adorável. Essa personalidade mutante é que é genial”, explica Gloria. 

E não basta conquistar o milionário Evandro (Cássio Gabus Mendes). A inescrupulosa arquiteta vai acumular amantes ao longo da história, sem economizar na pegação. “A ideia da direção (Dennis Carvalho) é que fique elegante, e não uma coisa apelativa. Essas cenas (de beijo e sexo) fazem parte da história que está sendo contada. Esse negócio de (mulher) furacão é mais mídia. Não acredito muito nisso. Elas se fazem, é uma imagem que projetam”, define. Para Gloria, não importa se o papel é de mocinha ou vilã. “Gosto de bons personagens. A Beatriz é diferente de tudo o que eu já fiz, e isso é maravilhoso, a essa altura do campeonato. Sei lá de quantas novelas eu já participei (foram quase 30) e nunca imaginei que, aos 51 anos, eu fosse fazer uma tarada sexual, uma mulher que aposta alto, que faz e acontece mesmo. Nada a cerca”, avalia. 

Diogo, que faz saltos ornamentais, será um dos casos da sedutora. Seu intérprete, Thiago Martins, diz que se sente seguro para encarar os takes mais íntimos com a atriz. “Serão cenas fortes de sexo, mas vamos deixar nas mãos do Dennis. Faz parte do nosso trabalho, e a Glorinha me passa uma confiança muito legal. Não tem como não ficar à vontade ao lado dela. Eu tenho a Gloria como uma das minhas grandes professoras na TV. Quando fiz ‘Belíssima’ (2005), lembro que, ao final das minhas cenas, eu sempre corria para observá-la. Gloria é uma linda atriz, uma linda mulher, generosa, competente, profissional...”, elogia Thiago. 

Outro que cairá na lábia da poderosa Beatriz é o engenheiro Pedro, vivido por André Bankoff. Ele, sim, admite um certo nervosismo antes de dividir o set com a renomada artista. “Fico meio nervoso, tremendo mesmo, mas ela é tão parceira de cena que logo passa. O Pedro é o braço direito dela. É bem canalha, cafajeste, e a relação é totalmente por interesse. Mesmo quando ela começa a se envolver com o Diogo, ele só fica com ciúme porque tem medo de perder a chance de subir na vida”, conta Bankoff. 

Mas será com Adriana Esteves, no papel da obcecada Inês, que Gloria vai protagonizar o grande duelo de titãs. Frustrada por não ter tido o mesmo sucesso que a amiga de infância, Inês cultiva um misto de inveja e fascínio por Beatriz. É rancor e admiração. “Ela leva essa ‘amizade’ com a Inês por pena. Ela serve à Beatriz materialmente, que se sente querida, embora seja uma coisa invejosa”, diz Gloria. Há quem compare as personagens das duas com as inesquecíveis megeras Maria de Fátima (Gloria Pires em ‘Vale Tudo’, 1988) e Carminha (Adriana Esteves em ‘Avenida Brasil’, 2012). “Não. A Beatriz é bem diferente. A Maria Fátima era uma mulher ambiciosa, que estava começando a vida. Ela achava que ser rica era a felicidade, custe o que custar. A Beatriz já é rica, uma mulher de meia-idade que se reinventa”, opina Gloria

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