Rio -  ‘Talvez o público não esteja preparado para ver essa imagem da Gloria, mas acho bom que isso aconteça. É um dos meus projetos mais ousados”, avisa Gloria Pires, preparando o espectador para o que ele verá no filme ‘Flores Raras’, que estreia em maio. Muito diferente das mocinhas e vilãs que está acostumada a fazer na TV, a atriz exala sensualidade na pele de Lota de Macedo Soares. Uma mulher que na década de 50 assumiu sua homossexualidade, manteve um romance a três com sua namorada Mary (Tracy Middendorf) e a poetisa Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e projetou, a pedido do então governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda (Marcelo Airoldi), o Aterro do Flamengo.
Com a ousadia e o desprendimento característicos das grandes atrizes, Gloria se entrega a Lota em cenas de beijos, amassos e muito desejo. “O físico entre elas (Lota e Bishop) era muito vivo. A Bishop era uma pegadora e tive que achar o tom certo para não ficar pudico e ser espontâneo”, conta o diretor Bruno Barreto. Para dificultar ainda mais, diálogos em inglês, para os quais a atriz contou com a ajuda da americana Barbara Herington. “Não tenho a vivência da língua, a Barbara trouxe toda a melodia do idioma. Foi complicado, mas gostei do resultado”, avalia Gloria.